A
Câmara Municipal do Funchal (CMF) aprovou esta quinta-feira, 18 de Setembro, a
adjudicação da obra de reabilitação da Escola do Tanque, em Santo Amaro, na freguesia de Santo António. Um investimento na ordem dos 2 milhões de euros (IVA
incluído).
O anúncio foi feito pelo vice-presidente na sequência da reunião semanal do executivo. Bruno Pereira que, na ocasião, destacou
a importância desta intervenção, "dada a localização do estabelecimento junto à
futura área de influência do novo Hospital do Funchal e ao previsível aumento
do número de alunos nos próximos anos".
A empreitada terá uma duração prevista de quase dois anos, "permitindo que a escola mantenha as aulas em funcionamento, uma vez que os
trabalhos serão realizados por fases", avançou igualmente o autarca.
O projecto, elaborado pelos serviços
municipais, inclui melhorias de infraestrutura e o reforço das medidas de
segurança contra incêndios.
150 mil euros em apoios sociais
Na
reunião desta quinta-feira, o executivo aprovou também cerca de 150 mil euros
em apoios sociais, relativos ao Programa de Manuais Escolares para o ano lectivo
2025/2026 (já com 4 mil processos deferidos e candidaturas abertas até 1 de Outubro), bem como apoios à natalidade e às famílias funchalenses.
Por
fim, Bruno Pereira refutou as acusações da coligação ‘Confiança’ relativamente à autorização de
construções com mais um piso em zonas de média densidade, classificando-as como “perfeitamente descabidas”.
O vice-presidente da
CMF lembrou que o Plano Director Municipal (PDM) actualmente em vigor, aprovado
pelo anterior executivo, liderado por Miguel Silva Gouveia, prevê essa
possibilidade mediante justificação da envolvente, tratando-se de uma “situação
excepcional e devidamente fundamentada”.
“É
estranho que quem aprovou essas normas esteja agora a pô-las em causa. Estamos
a falar de situações excepcionais, como a que foi aprovada hoje, numa zona de
transição entre áreas de média e alta densidade, junto à Quinta Josefina”,
referiu. O
vereador destacou que o empreendimento em causa permitirá ainda a abertura de
um arruamento há muito projectado, ligando a Quinta Josefina à Levada do Cavalo.
Bruno
Pereira frisou que "dezenas de processos semelhantes foram aprovados nos últimos
anos, sempre com parecer técnico dos serviços municipais e dentro da
legalidade". “Não se trata de transformar a excepção em regra. O que está em
causa é dar resposta a uma necessidade premente de habitação no Funchal, em
conformidade com o PDM”, concluiu.
