O problema da greve no Centro de Abate da Região Autónoma da Madeira - CARAM está longe de ficar resolvido, pese embora aquele que é o único matadouro da Região tenha conseguido entregar as 60 carcaças que foram abatidas nos últimos dias, satisfazendo o aumento da procura para este fim-de-semana de arraiais.

Nesse sentido, e como já havia sido anunciado, a Região conta dar seguimento ao processo que visa anular a providência cautelar interposta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do
Sul e Regiões Autónomas. Uma das medidas entretanto tomadas passa pela declaração de interesse público da actividade do CARAM, "expressa no despacho conjunto das Secretarias Regionais de
Agricultura e Pescas e de Inclusão, Trabalho e Juventude, assinado hoje e
remetido para publicação no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira
(JORAM) e para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal (TAF)".

A informação divulgada esta tarde pelo gabinete de Nuno Maciel, governante que tem a pasta da Agricultura e Pescas, reforça que, "sem prejuízo do direito à greve", o Executivo madeirense "considera
essencial assegurar os serviços mínimos no único matadouro público da Região,
de forma a garantir o abastecimento alimentar, a saúde pública, a segurança
alimentar e sanitária, bem como a protecção do bem-estar animal", argumentos que já haviam sido considerados na definição desses mesmos serviços mínimos que pretendem manter, refutando a acção interposta pela estrutura sindical.

Esse despacho, aponta a mesma nota, "seguirá agora para apreciação em fase processual subsequente", mantendo-se, por enquanto, a suspensão dos serviços mínimos decretados unilateralmente pelo Governo Regional.