Creio que todos têm consciência de que a memória é seletiva (e não curta).

O problema decorre, diz-se, da grande maioria de nós ter tendência para sobrevalorizar o que acontece no seu tempo pessoal “e durante e com” as suas vivências, assumindo-se, ainda, que muito decorre dos benefícios (ou prejuízos) induzidos por cada situação vivida.

Este comportamento, infelizmente, parece envolver, também, quem tem a obrigação de preservar os factos e as circunstâncias, em especial as que estão para além da espuma dos dias e dos atores envolvidos na mesma.

Tudo isto a propósito de quê, perguntar-se-á o leitor?