
A Madeira possui um trio que a torna única, procurada e elogiada: a conjunção sublime do acentuado declive, da paisagem verde e a integração, geralmente harmoniosa, com as suas vilas e lugares. Estes três componentes vão alternando em diferentes nuances ao longo da ilha, mas, na essência, são a génese da nossa atração turística, e imagem de marca.
O declive, em si, foi sempre indesejado, tido historicamente como agreste, condicionando o distanciamento e isolamento das populações, originou condicionamentos à agricultura, moldando o desenho económico e social da Madeira.
A paisagem verde, neste contexto de ravinas acidentadas, ausência de pradarias, em que as encostas madeirenses espelham com vales, numa alternância contínua, é (quase) única na Macaronésia. O engenho humano dos colonizadores soube aproveitar cada canto para o cultivo, trazendo a engenhosa ideia das levadas de outras paragens, adicionando a cada lugar os respectivos povoados.