A tempestade que atingiu o arquipélago da Madeira durante a noite passou, essencialmente, no mar, sem causar danos significativos em terra. O Serviço Regional de Proteção Civil acompanhou o fenómeno meteorológico em permanência a partir do Comando Regional de
Operações de Socorro (CROS).

Foram utilizadas várias ferramentas de
monitorização, incluindo o radar meteorológico, que permitiram constatar que as
zonas de maior instabilidade atmosférica acabaram por se manter afastadas do
território madeirense e porto-santense.

"Foi possível constatar que as células mais activas acabaram por não atingir a Região, manifestando impactos essencialmente no mar e não trazendo, até ao momento, grandes consequências ao nível de ocorrências para o nosso dispositivo", explicou Valter Ferreira, adjunto do Comando do Serviço Regional de Protecção Civil, em declarações ao DIÁRIO e TSF-Madeira.

Ainda assim, durante esta manhã, poderão ainda surgir pequenas ocorrências
relacionadas com o aumento da circulação rodoviária e com o regresso das
pessoas ao trabalho.

Naturalmente, durante a manhã, esperamos que possa surgir uma ou outra situação que ainda possa ser reportada pela população, fruto do aumento da circulação rodoviária e do deslocamento das pessoas para os seus locais de trabalho. No entanto, os efeitos para o dispositivo não foram significativos.
— Valter Ferreira
Declarações Valter Ferreira

Medidas de prevenção em curso

Apesar da melhoria das condições meteorológicas nas
primeiras horas do dia, o responsável recorda que continuam em vigor diversas
medidas de prevenção adoptadas pelos agentes de Protecção Civil, em linha com as
previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

"A título preventivo, importa referir que, apesar da acalmia que se prevê agora para o período da manhã e parte da tarde, é importante salientar que foram adoptadas medidas preventivas pelos agentes de Protecção Civil, tendo em conta a previsão meteorológica", alertou.

Como tal, todos os percursos pedestres classificados da
Região permanecem encerrados enquanto vigorarem os avisos meteorológicos. A
estrada florestal que liga a Eira do Serrado ao Pico do Areeiro está também
encerrada, bem como a estrada do Chão da Lagoa, no Funchal. Em Câmara de Lobos, encontram-se interditos os acessos às
zonas altas, nomeadamente à estrada da Boca dos Namorados e à estrada José
Avelino Pinto.

Já os acessos à orla marítima - nomeadamente os acessos ao Cais da Ponta do Sol e à Madalena do Mar, na Ponta do Sol - e os acessos à orla costeira em Câmara de Lobos, "encontram-se interditos desde o dia de ontem e assim permanecerão, face às previsões para as próximas horas".

Apesar da acalmia prevista para o período da manhã e parte
da tarde, Valter Ferreira alerta para um novo agravamento das condições
meteorológicas nas próximas horas. Estão emitidos avisos amarelos para
precipitação a partir das 18h00 e para vento forte a partir das 21h00, podendo a
situação prolongar-se pela madrugada.

Manter as recomendações de segurança: garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento, assegurar a adequada fixação de estruturas soltas que possam ser influenciadas pela força do vento, redobrar os cuidados na circulação e permanência em áreas arborizadas e, naturalmente, evitar deslocações que não sejam estritamente necessárias.
— Valter Ferreira

A nível operacional, o Serviço Regional de Proteção Civil
mantém um dispositivo reforçado até esta quinta-feira, no âmbito do Comunicado Técnico Operacional "em conformidade com o Comunicado Técnico Operacional, que eleva o estado de prontidão das equipas e que foi aprovado em sede do Centro de Coordenação Operacional Regional".