João Reis admite que a ampliação
do porto do Funchal tem de ser bem planeada e pensada. Esse aumento levaria à
capacidade para mais um barco de grandes dimensões, o que pode não ser tudo benéfico,
porque significa o acolhimento de mais 6 mil pessoas.
Está a decorrer a conferência ‘O
passado na construção da competitividade do CAI', inserida na Cruise Atlantic
Islands Conference 2024 (CAI), na Sala da Assembleia Municipal do Funchal. Esta
conferência tem como oradores Juan Francisco Martin, Ex-Director Comercial
(Ilhas Canárias); João Reis, ex-presidente da APRAM; Eduardo Alvarez Hamilton,
ex-CEO da Hamilton & CO (Ilhas Canárias); Franklim Spencer, Sócio-gerente
da RS Consult. A moderação está a cargo de Ricardo Miguel Oliveira, Director
Geral Diário de Notícias da Madeira.
Em média, ao porto do Funchal, chegam
por dia o equivalente a 69 aviões, o que leva à necessidade de adaptações.
Juan Francisco Martin admite que
o Turismo tem uma grande capacidade de auto-suicídio. Por isso, tem de ser bem
pensado. Os cruzeiros não representam a necessidade de oferta de mais cama, os
que pode ser encarado como um benefício e uma boa aposta para conquistar mais
turistas.
Eduardo Alvarez Hamilton entende
que, em Canárias há capacidade suficiente para acolher os cruzeiros actuais e
aqueles que eventualmente possam vir a procurar este destino. Há espaço
suficiente se os armadores se organizarem bem.
Por seu lado, Franklim Spencer
admite que Cabo Verde tem uma potencialidade enorme, até porque o arquipélago é
muito rico em cultura e tradições. Há a possibilidade de criação de mais produto.
Além disso, há portos que estão a melhorar os seus terminais e espaços para acolher
os passageiros. “Há uma expectativa enorme”, assume.
