A empresa Amor Ponto, de Cristina Ferreira, foi condenada pelo
tribunal de Sintra a pagar mais de 3,3 milhões de euros à SIC pela quebra de
contrato com a estação do grupo Impresa.
Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada, o tribunal de Sintra
condenou a empresa a "proceder ao pagamento à autora SIC Sociedade
Independente de Comunicação S.A. da quantia de 3.315.998,67 de euros, acrescida
de juros, à taxa comercial, desde a citação até efetivo e integral
pagamento".
O tribunal de Sintra deu razão parcial às partes, tendo
reconhecido um pagamento de 3.536.666,67 euros da Amor Ponto à SIC, mas
absolvendo a apresentadora.
"Entendeu o tribunal condenar a Amor Ponto Lda a pagar à SIC
a indemnização arbitrada, absolvendo desse pedido Cristina Ferreira, por ter
entendido que o concreto contrato de prestação de serviços celebrado havia sido
entre a SIC e Amor Ponto Lda, não se confundindo esta com a sua sócia
maioritária e gerente", aponta o tribunal na nota.
A Amor Ponto foi constituída em 2008, como Cristina Ferreira,
Sociedade Unipessoal e adotou a atual denominação em 2019, tendo tido ainda a
denominação de Cristina Ferreira, Lda.
De acordo com os dados mais recentes constantes no portal do
Ministério da Justiça, a Amor Ponto conta com três acionistas: Cristina
Ferreira, o seu pai, António Jorge Ferreira, e a Docasal Investimentos, empresa
que também conta com os mesmos dois acionistas.
Já à Amor Ponto foi reconhecido um crédito de 220.668 euros, já
com juros, devido a "valores titulados por faturas emitidas e vencidas,
respeitante a pagamentos de comissões de publicidade e de passatempos".
No entender do tribunal, o contrato entre SIC e a Amor Próprio não
era livremente revogável.
Em setembro de 2020, a SIC deu entrada com um processo contra a
apresentadora e diretora de ficção e entretenimento da TVI, Cristina Ferreira,
no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.
A saída de Cristina Ferreira da SIC foi conhecida em 17 de julho
de 2020, altura em que foi anunciado que iria regressar à TVI -- donde tinha
saído cerca de dois anos antes -- dali a dois meses como diretora e tornar-se
acionista da Media Capital.
