A IL-Madeira volta a visar o Chega. E desta vez, a 'trica' não é sobre as 'Regionais', mas, sim, sobre as eleições 'Europeias'.
A mentira tem passo curto. O Chega, afirmou
que o seu candidato às eleições Europeias pela Madeira está melhor posicionado
do que seus concorrentes regionais. Com isto, usando a velha tática do medir o
que é imensurável, parece deliberadamente ignorar um fato crucial que desafia
essa narrativa: António Costa Amaral, da Iniciativa Liberal, ocupa uma posição
ainda mais privilegiada, sendo o terceiro na lista do partido. Esta omissão do
Chega não é apenas um lapso informativo, mas revela uma prática questionável de
apresentar uma realidade parcial, que parece servir mais a uma estratégia de
marketing político pífia do que ao compromisso com a transparência com que
enchem a boca e pouco praticam.
O partido vai mais longe e procura 'desmontar' a estratégia do Chega:
Ao destacar apenas as posições inferiores de
madeirenses nas listas de outros partidos, o Chega manipula a percepção pública
para inflamar a relevância do seu candidato, desconsiderando a existência de um
candidato da Madeira em posição evidentemente mais vantajosa. Esta abordagem
pode ser vista como uma tentativa de obscurecer o quadro político real,
favorecendo uma imagem construída que beneficia as suas aspirações eleitorais,
nem que para isso se pague o preço da mentira.
E alerta que "este tipo de táctica é não apenas desleal para
com os eleitores, que merecem uma imagem completa e não distorcida do cenário
eleitoral, mas também diminui o debate político, que deve ser baseado em fatos
concretos e não em narrativas convenientemente seleccionadas".
Conclui dizendo que "os madeirenses têm o direito de esperar e
exigir mais integridade e menos jogo de interesses nas propostas políticas. A
postura do Chega, neste caso, serve como um lembrete da necessidade da
vigilância do discurso político, especialmente quando as eleições se aproximam".

