A Universidade da
Madeira (UMa) já formalizou o pedido de inscrição das tradições do Vinho Madeira no
inventário Nacional do Património Cultural Imaterial junto do Ministério da
Cultura. Este é um dos requisitos exigidos para a elevação desta manifestação
cultural para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da
Humanidade, objecto de uma candidatura apresentada publicamente pela universidade no
dia 11 de Setembro no Colégio do Jesuítas.
A UMa, em comunicado, refere que a candidatura tem "muitos
apoiantes dentro e fora da RAM, sendo já extensa a lista de entidades que
colaboram nesta iniciativa: Presidência do Governo Regional da Madeira,
Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, Direção Regional das
Comunidades e da Cooperação Externa, Direção Regional da Cultura, Instituto do
Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira, C. M. da Calheta, C. M. de Câmara de
Lobos, C. M. de Machico, C. M. da Ponta do Sol, C. M. do Porto Santo, C. M. da
Ribeira Brava, C. M. de Santa Cruz, Junta de Freguesia do Porto Santo, Mesa da
Secção dos Vinhos da Associação Comercial e Industrial do Funchal, Confraria
Enogastronómica da Madeira, Associação Atremar a Ilha, Câmara Venezolana
Portuguesa de Comercio, Industria, Turismo y Afines (entre outras)".
O próximo passo será a discussão
pública do plano de salvaguarda das tradições do Vinho Madeira, agendada
para o dia 14 de Dezembro no Centro Cívico do Estreito de Câmara
de Lobos.
O sucesso da candidatura
depende em grande parte da adesão de todas as forças vivas da nossa região,
devendo o painel de participantes ser interdisciplinar, intersectorial e aberto
a todos os atores da fileira do Vinho Madeira, incluindo os próprios
viticultores. O teor das entrevistas, levadas a cabo ao longo dos últimos
meses, evidencia a baixa autoestima e o sentimento partilhado por muitos
produtores, de uma falta de visibilidade, resultando numa fraca valorização
social do seu trabalho. Foi o motivo que levou a marcar este encontro, no Centro
Cívico do Estreito de Câmara de Lobos, na freguesia da Madeira que se
autointitula a terra do vinho, em parceria com o Município de Câmara de Lobos.
Será um encontro
híbrido, com recurso a ferramentas de videoconferência, facilitando assim a
participação não só da comunidade Portosantense, mas também das comunidades
da diáspora, dos importadores e dos consumidores de outras
nacionalidades. Todos eles fazem parte da Comunidade Patrimonial do
Vinho Madeira definida num documento, intitulado “Carta para a
salvaguarda das tradições do vinho Madeira”, que pode ser consultada
através do endereço mais abaixo.
Todos os interessados
podem contribuir para o sucesso dessa candidatura, a título individual ou em
representação de uma organização, subscrevendo
esse documento (tempo de
preenchimento aproximado 1 minuto).

