Pelo segundo ano consecutivo,
o Município do Funchal assinalou, hoje, o Dia Internacional para a
Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
A data foi evocada através de uma iniciativa
simbólica, no Parque de Santa Catarina, que consistiu na largada de pombos
correio, em número igual ao das vítimas de 2024, em Portugal. Foram já 25 as mulheres assassinadas, segundo dados do Observatório das Mulheres Assassinadas
(OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
Na ocasião, a vereadora
Helena Leal, que é também presidente do Conselho Municipal para a Igualdade de
Género e a Não Discriminação, sublinhou que a iniciativa visa "não só prestar
homenagem às vítimas, mas também promover a reflexão e sensibilização sobre a
importância de prevenir a violência doméstica e o feminicídio".
A autarca notou igualmente que "a
prevenção não se limita apenas ao apoio às vítimas, mas também ao trabalho de
sensibilização, além do apoio contínuo às vítimas", lembrando que a Câmara Municipal do
Funchal tem vindo a colaborar com o Governo Regional e diversas associações,
com o objectivo de "reforçar a rede de apoio e promover campanhas educativas".
“O
município tem um papel importante, mas dentro dos limites legais. Temos
consciência de que a nossa colaboração com as entidades e associações é
essencial para combater este fenómeno universal”, salientou.
Além disso, Helena Leal
destacou o aumento das intervenções policiais em casos de violência doméstica,
com um número crescente de denúncias e acções de sensibilização para identificar
sinais de alerta. “O aumento das denúncias é um indicador positivo, pois
demonstra que as pessoas estão mais conscientes e dispostas a denunciar, o que
é um passo crucial na prevenção da violência”, reforçou.
A finalizar, a vereadora
reiterou que a violência doméstica é um crime público e que "todos têm um papel na
erradicação da violência contra as mulheres". “Cada um de nós tem uma parte a fazer. Se todos contribuirmos,
conseguiremos construir um futuro melhor”, concluiu a autarca.
