O cabeça-de-lista pela coligação 'Somos Madeira', Miguel Albuquerque, anunciou, neste
domingo, a construção de 216 novas habitações a custos controlados, na
Penteada, no Funchal," dando assim seguimento à
forte aposta na habitação que tem sido seguida, em todos os concelhos, para
benefício directo dos mais jovens e da classe média madeirense".
Este é mais um compromisso
da coligação, que será lançarmos, aqui neste terreno e antes de dezembro, um
concurso para a construção de 216 fogos, divididos em 8 blocos, a custos
controlados para abarcar todos os estratos que necessitam de habitação.
Albuquerque afirmou que, através do Programa 'Casa Própria', é possível
disponibilizar estas novas habitações a um valor inferior a 30% do preço de
mercado, sendo que os adquirentes podem socorrer-se deste Programa para terem
efectivamente mais facilidades.
Nós vamos disponibilizar, só para este
empreendimento, 3 milhões de euros em apoios, o que vai permitir às famílias um
apoio não só nos juros, na comparticipação, em parte e a fundo perdido, no
sinal, a isenção de juros para completar o resto do sinal e, depois, um
conjunto de linhas de crédito que permitirão adquirir estes fogos de forma
confortável e sem uma taxa de esforço muito elevada.
Fez
questão de sublinhar a forte aposta que a Região está a fazer nesta área face
ao resto do País.
Eles, no continente, não fizeram uma única casa, está tudo
em PowerPoint, enquanto que nós, aqui, já temos 600 casas em construção até ao
próximo ano, em todos os concelhos e já estamos a avançar na prática com a
solução para a aquisição por parte de jovens casais e classe média e,
sobretudo, com uma modalidade que eles deviam ter – e que não têm – que é a
chamada renda acessível, ou seja, disponibilizar os fogos em função do
rendimento dos agregados e essa possibilidade é excecional porque permite,
desde que uma pessoa trabalhe, adquirir a casa, pagar a renda e, ao fim de seis
anos, fazer a conversão na aquisição.
Também frisou o facto de estarem todos agora preocupados com os
juros, quando, também nesta matéria, "a Região foi pioneira".
"Nós já temos aqui
há vários meses o Programa Reequilibrar, que foi o primeiro programa aprovado
no País no sentido de ajudar as famílias na taxa de esforço excessiva para os
juros”, afirmou, acrescentando que mais de uma centena de famílias já está
inscrita neste Programa, ao contrário do que sucede no continente, “onde o que
existe é só conversa, onde ainda está o Pacote (Mais Habitação) para lá e para
cá entre o Presidente da República e o Governo e nada se resolve”.
Fez questão de desmistificar as críticas relativamente ao
preço das habitações – garantindo que todas elas serão, sempre, necessária e
imperativamente, disponibilizadas a preços 30% mais baratos do que aqueles que
são em regra praticados e sublinhando que o que é fundamental é que se
alavanquem os meios para as famílias poderem adquirir as suas casas e é isso
que está a ser feito – assim como também às críticas quanto à pobreza, deixando
claro que isso “é mentira”.
Basta ver os rendimentos das famílias, nós
aqui temos o segundo rendimento bruto mais elevado do País, sendo esta mais uma
mentira da oposição.
Concluiu assegurando que este novo empreendimento de habitação não
coloca em causa a ampliação do Madeira Tecnopólo.
Nós vamos avançar com dois
edifícios à montante, um para a ARDITI e outro para a Startup Madeira e a
ampliação da Universidade já esta consubstanciada num projeto onde vamos
ampliar mais um piso no atual edifício, até porque precisamos do mesmo para
completar o Curso de Medicina aqui na Madeira.
