A equipa da ‘Confiança’ expressou,
hoje, a sua “crescente preocupação” em relação a alegados atrasos na entrega
dos manuais escolares por parte da Câmara Municipal do Funchal (CMF). A
denúncia surge quando falta apenas uma semana do início do ano lectivo na Região
Autónoma da Madeira.
“Nos últimos dias,
multiplicaram-se as queixas de munícipes que ainda não receberam os manuais
escolares essenciais para o arranque do ano escolar. Esta situação, que se
arrasta há algumas semanas, tem gerado ansiedade e incerteza nas famílias que
confiaram na atribuição atempada destes recursos educativos”, dá conta uma nota
assinada por Micaela Camacho remetida esta quarta-feira às redacções.
A vereadora da ‘Confiança’ relembra
que este apoio foi criado pela coligação no mandato anterior e nota que “a
recente alteração do regulamento relacionado com a atribuição dos manuais
escolares parece ter contribuído para uma demora significativa no processo”.
“Muitos munícipes relatam ter
submetido os seus pedidos dentro dos prazos estabelecidos, porém, encontram-se actualmente
com os seus processos em estado de ‘processamento’, aguardando respostas e a
entrega dos manuais ou dos respectivos vouchers”, complementa.
Face ao exposto Micaela Camacho considera
que ser “fundamental que o actual executivo actue de forma célere e eficaz para
resolver esta situação preocupante”. “O início do ano lectivo é um momento
crucial para os estudantes e suas famílias, que só por si representa um esforço
financeiro adicional, e a falta de acesso aos manuais escolares tem um impacto inequivocamente
negativo no processo pedagógico”, sublinha.
A ‘Confiança’ apela, assim, ao
executivo municipal do PSD “que perca menos tempo em propagandas e ‘show-off’,
e dê prioridade à resolução dos atrasos na atribuição de manuais escolares,
garantindo que se cumpra o direito à educação constitucionalmente consagrado e
que todos os estudantes tenham acesso a esses recursos essenciais desde o
início do ano lectivo”.
Além disso, os vereadores da ‘Confiança’
reforçam a “importância de uma comunicação transparente e regular com os
munícipes, fornecendo informações claras sobre o estado dos processos e as
datas previstas para a entrega dos manuais, algo que tem sido manifestamente
deficitário nesta e noutras áreas”.
