A edição de 2023 do Fórum Madeira Global (FMG 2023)
arrancou, esta manhã, no hotel no Savoy Palace, no Funchal, com as intervenções
do director regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, e o secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo.

A ligação aérea à Diáspora (ou mais precisamente a falta
dela) – nomeadamente às maiores comunidades madeirenses radicadas na África do
Sul e na Venezuela – foi, sem surpresa, um dos temas focados por ambos os governantes.

Rui Abreu, o primeiro a intervir, disse que “bastava uma
ligação semanal directa à Venezuela”, que é de resto uma das maiores
reivindicações desta comunidade.

No que toca à África do Sul, o director regional enfatizou
que os emigrantes naquele país estão “há 12 anos sem voos” de ligação à sua
terra Natal.

Sobre o mesmo tema, Paulo Cafôfo apontou baterias à TAP.

“As ligações aéreas são essenciais” e a “a TAP tem de ter um
papel fundamental, quer seja uma companhia pública ou privada”, no sentido de garantir
este serviço às comunidades portuguesas, vincou.

O secretário de Estado das Comunidades revelou a propósito
que, na próxima segunda-feira, irá reunir com o administrador da TAP e “exigir”
que a garantia conste do caderno de encargos para a privatização da companhia.

“Não é favor, trata-se de alavancar rotas que são rentáveis”,
apontou Cafôfo.

O apoio social aos emigrantes carenciados, nomeadamente aos
idosos, foi outros dos temas em destaque, com Rui Abreu a alertar o Estado para a necessidade de "reduzir a burocracia no apoio social aos
emigrantes idosos e carenciados".

O ensino da língua
portuguesa no estrangeiro mereceu também destaque na primeira parte deste fórum.

Sobre este último ponto, o secretário de Estado das Comunidades,
apontou que em 79 países ensina-se o português e que há, neste momento, 72 mil
alunos que estão a aprender a língua de Camões.

O presidente do Governo Regional também interveio na abertura do Fórum Madeira Global, que decorre sob o tema ‘O Movimento Solidário nas Comunidades’.

"A nossa Diáspora é a riqueza mais importante da Madeira", enalteceu Miguel Albuquerque e, neste sentido apelou a que se "reforce o vínculo" com as novas gerações de emigrantes.