O navio mercante 'Vestvind', onde dois cidadãos clandestinos foram detidos, na madrugada desta sexta-feira, 23 de Junho, ao largo da Costa do Algarve, está registado na Madeira, de acordo com a plataforma MarineTraffic, que fornece informações em tempo real sobre os movimentos dos navios e a localização actual dos navios em portos.
De acordo com o comunicado da Autoridade Marítima Nacional remetido às redacções, um navio da Marinha Portuguesa e o Grupo de Acções Táticas da Polícia Marítima, da Autoridade Marítima Nacional, em articulação com a Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária, lançaram uma operação de abordagem à embarcação com bandeira portuguesa e procederam à detenção de dois indivíduos
que clandestinamente haviam entrado a bordo.
"Esta a acção conjunta foi desencadeada na
sequência de um pedido de socorro do capitão do navio, o qual, juntamente com a
restante tripulação, estavam a ser vítimas de ameaças graves contra as suas
vidas e contra a segurança da embarcação", explica a mesma nota.
Os detidos, que se encontravam indocumentados, têm respectivamente com 23 e 24 anos de idade e entraram no navio no passado dia 8 de Junho, no Porto de Izmir, na Turquia, detalha a Autoridade Marítima Nacional, referindo ainda que "desde que foram detectados, [os suspeitos] demonstraram uma
atitude não colaborante com a autoridade do navio, passando a assumir comportamentos
ameaçadores contra a tripulação.
No percurso marítimo entre a Turquia e
as águas territoriais portuguesas, o comandante do navio solicitou sucessivos
pedidos de apoio e assistência, para proceder ao desembarque dos dois
clandestinos, diligências que, apesar de insistentes não obtiveram acolhimento,
de diferentes países.
"A acção conjunta e coordenada com a
Autoridade Marítima Nacional, permitiu que a Polícia Judiciária realizasse um
vasto conjunto de actos de recolha de prova na embarcação em referência,
fundamentando a indiciação da prática de crimes de atentado à segurança de
transporte por água, introdução ilegal em lugar vedado ao público, ameaça
agravada e permanência ilegal, em território nacional", acrescenta a nota.
Os detidos serão presentes a
primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coação, tidas
por conveniente, junto do Tribunal de Instrução Criminal de Faro.
