O Partido Trabalhista Português (PTP) na Madeira emitiu um comunicado, assinado pelo seu presidente, no qual "expressa a sua
profunda preocupação pelo estado a que os recursos militares na Região Autónoma
da Madeira chegaram".

Recordando "os últimos desenvolvimentos do NRP Mondego", que "demonstram a
falta de cuidado na garantia da segurança e vigilância da subárea da Madeira
(442.248 km2)", o dirigente lembra que "estar de 'prontidão' é estar devidamente preparado,
equipado, com as devidas tripulações a postos, inclusive preparados para
corrigir falhas expectáveis e, logicamente também, devidamente preparados os
procedimentos de segurança para as resolver em tempo real".

Assim, diz Quintino Costa, "os últimos episódios do NRP Mondego, demonstram uma falha
grave no topo do comando, onde não foram tomadas as devidas providências para
uma manutenção adequada dos navios, de uma armada que deve em primeiro lugar
honrar o nome de Portugal".

No entender do PTP-Madeira, "as zonas marítimas sob soberania e ou jurisdição nacional,
de acordo com o definido na Convenção das Nações Unidas Direito do Mar (CNUDM),
compreendem as águas interiores marítimas, o mar territorial, a zona económica
exclusiva, incluindo a zona contígua ao mar territorial e a plataforma
continental, é um dever de qualquer governo garantir às forças armadas, os
meios necessários para o desempenho cabal das suas funções".

Por isso, tendo em conta que "infelizmente assistimos aos deputados, na Assembleia da
República, eleitos pelas regiões autónomas calados, assistimos a um Governo
Regional passivo e permissivo, pouco reativo, nada preocupado com estas
questões de segurança da Região Autónoma da Madeira", questiona: "De que servem meios de vigilância, drones e radares, se os
meios de intervenção militar, em especial da Marinha Portuguesa que deviam
estar de prontidão, estão avariados e incapacitados de intervirem, tanto na
escolta de navios suspeitos como na eventual prevenção em transgressão numa
zona que tem áreas protegidas internacionalmente?"

A crítica dirigida ao Executivo regional: "Esperávamos do Governo Regional, uma reação na República,
inclusive uma reunião urgente com o Chefe Supremo das Forças Armadas, o
Presidente da República em especial, para se saber, como e em que estado está
“uma zona de vazio de responsabilidades adjacente à zona SAR de Portugal, a
sudoeste do arquipélago da Madeira."

Por isso, faz uma última questão: "Com estes atuais episódios, devemos ficar todos
descansados que a Pérola do Atlântico estará segura e bem vigiada?"