O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não pode estar presente na abertura das jornadas ‘Ir Mais Além’, inserida no âmbito do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, que este ano realizam-se pela primeira vez na Madeira, numa iniciativa conjunta da Associação de Paralisia Cerebral da Madeira e da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.
Não obstante, o chefe de Estado fez questão, de dirigir uma mensagem aos presentes, através de um vídeo que foi exibido durante a sessão de abertura, que decorreu na Assembleia Legislativa da Madeira.
“A condição de viver com paralisia
cerebral não deve nem pode ser um factor limitativo e determinante. Temos de
olhar de frente para as estratégias de permanente coesão social, questionando o
papel das organizações, das empresas, das famílias e das comunidades, sempre
com uma ideia de maior proximidade”, pediu o Presidente da República.
“Assegurar a igualdade de
oportunidade, assegurar uma maior autonomia e independência das pessoas com
deficiência ou com mobilidade reduzida”, foram alguns dos objetivos apontados
por Marcelo Rebelo de Sousa.
“Todos os compatriotas têm direito a
condições que permitam uma vida autónoma, de trabalho e de realização das suas
ambições pessoais, profissionais e familiares”, afirmou.
“Estas jornadas devem servir de ponto
de partida para um novo ciclo, com novos desafios, com novas conquistas para a
paralisia cerebral em Portugal. E dar visibilidade a esta causa é uma tarefa
para todos. Só há uma sociedade coesa, e por isso inclusiva, justa e
democrática, progressista e de futuro, se for uma missão de todos nós”,
concluiu o chefe de Estado.
As jornadas ‘Ir Mais Além’– que decorrem entre hoje e amanhã (dias 19 e 20 de Outubro) – dividem-se em quatro painéis que se debruçam sobre: 'Responsabilidade Social e o Papel do Mecenato nas Organizações', 'Acessibilidades: Ir Mais Além', 'Família: Impacto e Reacção' e o 'Papel da Arte na Deficiência'. Contam com a participação de 25 oradores e moderadores.
