A Câmara Municipal do Funchal, o Instituto de Segurança
Social da Madeira e a Associação Protectora dos Pobres assinaram hoje um
protocolo de cooperação tendo em vista o projecto ‘Habitação Soldiária’, que é
promovido pela autarquia do Funchal e que tem como finalidade acolher quatro pessoas
sem-abrigo a viver, presentemente, nas ruas da capital madeirense.
Na assinatura do protocolo, que decorreu na própria casa
destinada ao projecto, Pedro Calado salientou que a primeira visita ao local,
que não estava destinado a este objectivo, foi em Novembro, tendo a recuperação
sido efectuada em 7 meses.
"O Município do Funchal percebeu o potencial que tínhamos aqui nesta habitação, daí a sua reconfiguração para a causa social", disse, acrescentando que a moradia vai albergar, já a partir do próximo mês "quatro pessoas, que já estão sinalizadas" para integrar este projecto de inclusão social, que tem a colaboração da Segurança Social e da Associação Protectora dos Pobres.
Não tenho dúvidas que este é um bom exemplo para a sociedade, já que não se pretende apenas trazer as pessoas da rua aqui para dentro
O autarca reforçou apontado que o caminho também passa pela "inclusão, no mercado de trabalho", o que será feito, visto que a edilidade vai
ocupar algumas das pessoas nos seus serviços ou em empresas privadas, que,
inclusive, já manifestaram disponibilidade nesse sentido.
"Não queremos acabar aqui, bem pelo contrário, queremos
que este seja apenas o primeiro projecto a ser desenvolvido", afirmou, referindo que já está a ser pensada uma segunda moradia, desta feita nos Barreiros, sendo esta, a primeira,
na Avenida Luís de Camões.
"Este é o
primeiro passo" de algo que a autarquia pretende maior e que envolva mais
entidades, inclusivamente com apoio de privados, de modo a que "a inclusão
social e a ajuda às pessoas mais carenciadas" sejam prioridades.
