É já no próximo dia 30 de Julho que o Three House Hotel, situado
no Edifício Oudinout, celebra o seu segundo aniversário.
Nascido no alto da pandemia, este espaço continua a trilhar
o seu caminho de afirmação como alternativa nas áreas da hotelaria, gastronomia
e entretenimento.
O espaço estará divido em três espaços, o Lounge, onde irão actuar Phill.Me e Vraell. A horizon stage recebe Jay Camara, Agoria e Tinlicker, e a Inflatable Tent onde será celebrado o encerramento do evento com Gusta-Vo. Este espaço também será palco para um jantar a cargo do Chef Maurício Faria, que estará disponível para reserva na plataforma eventbrite através de add-ons disponíveis para quem já adquiriu bilhete para o evento. Outros pacotes estarão disponíveis e incluem packs de bebidas ou a reserva da Panoramic Tower com capacidade para 10 pessoas. Estações de comidas, com hamburgers e Baos, torneios de pong e cocktails de autor são outros atractivos para este evento que abre portas pelas 15 horas e prevê encerrar à meia-noite.
O estacionamento é gratuito no local, para os portadores de bilhete para o evento, bilhetes estes, ainda com disponibilidade na plataforma eventbrite.
A lista de convidados para o evento que celebra o segundo
ano de existência é grande, mas o grande destaque vai para Tinlicker e Agoria.
Comecemos por Tinlicker, Jordi Van Achthoven e Micha Heyboer
são responsáveis pelo projecto Tinlicker, duo holandês que vem conquistando
pistas e charts com apresentações e produções incríveis. Seja no Melodic House,
Progressive House ou Deep House, o duo é sinónimo de sets progressivos e
provocantes. Às vezes, pode levar um pouco de tempo para o mundo ver a joia
absoluta que é uma track. Esse é o caso de ‘Because You Move Me’, de
Tinlicker& Helsloot, uma faixa brilhante lançada na Armada Electronic
Elements, atingindo quase 30 milhões de reproduções em plataformas de
streaming.
Produtores com uma visão impressionante no que diz respeito
à composição musical e às tendências futuras da música electrónica, o Tinlicker
subiu rapidamente ao nível das super estrelas da editora Anjunadeep. Desde seu
primeiro álbum de estúdio ‘This is Not Our Universe’ em 2019 via Anjunabeats,
que a atenção internacional foi atraída por seu poderoso som progressivo, o
álbum foi defendido por Pete Tong e Annie Nightingale na BBC Radio 1.
TinLicker não descansa este ano com uma extensa digressão
mundial, incluindo datas ao redor do mundo e com actuações esgotadas em Paris,
Toronto e Washington, Londres, Melbourne e sua cidade natal, Utrecht, nos
últimos meses. Olhamos para trás e temos Tinlicker tocando nos melhores clubes
e festivais do mundo, como Printworks em Londres, Electric Brixton, e na semana
passada fechando o Anjunadeep Tomorrowland após Eli & Fur, e tocando no
palco principal do Tomorrowland no segundo fim de semana.
Outro artista internacional convidado para o evento é
Agoria. Quando não encontramos o produtor francês no seu estúdio, é por estar
viajando para tocar nos melhores clubes e festivais do mundo, se assim não for
provavelmente está colaborando com algum director para criar um longa-metragem.
Agoria é muito mais do que produtor e dj e provou isso mesmo ao fugir ao
enquadramento que ele próprio contribuiu para criar, e aventurou-se com sucesso
não só na música electrónica, mas também na arte contemporânea, cinema,
inteligência artificial e poesia. Influenciado por Jazz e o Techno de Detroit, Sebastien
Devaud, aka Agoria, faz parte da nova safra de talentosos artistas emergentes
da cena electrónica francesa, e um dos favoritos dos eventos da Cercle Music.
Agoria destaca-se pelo seu estilo minimalista e subversivo
de french electronica, tocando em clubs e festivais ao lado de nomes como Jeff
Mills, DJ Hell, Kevin Saunderson, Carl Cox, Colin Dale, Joey Beltram, Ritchie
Hawtin e Christian Vogel, só para citar alguns.
Agoria traz ao Three House Hotel a sua habilidade única de
juntar faixas de espectros diferentes e misturá-las de maneiras inesperadas, e
até inspiradoras. Como produtor, Agoria lançou vários EP em algumas das mais
celebradas gravadoras de música electrónica, como Innervisions, Kompakt e
Hotflush, e remisturou artistas como Moby, New Order, Metronomy, Paul
Kalkbrenner, entre muitos outros.
Destaque ainda para Vraell que com 6 singles lançados desde
2018, viu o seu trabalho firmado em 2020, com o lançamento do EP 'Falls'. Com
formação em música clássica, este multi-instrumentista inglês traz consigo uma
performance em live act. Influenciado pelo trabalho de artistas como Sufjan
Stevens e RY X, o trabalho de Scozzarro é uma jornada pessoal, em que a
caminhada em direcção à luz é o mote. Predominantemente etéreo, do seu trabalho
resulta o antidoto para o isolamento e a deslocação a que o seu publico foi
sujeito durante o confinamento.
A lista de convidados continua com Gusta-Vo. Membro dos
reconhecidos 'Freshkitos', este é um dos cargos que confere a este
artista a forte bagagem musical que foi ganhando ao longo dos anos. As funções
e desempenhos que foi tendo nos últimos 20 anos de carreira são cruciais - a
sua exímia capacidade de entender e compreender os públicos e as suas pistas é
notável. Assim, o seu set resulta, ora num house mental, um techno bem ritmado
e hipnótico ou algo menos convencional. Apesar do seu bom-humor e fortes
gargalhadas, Gustavo prefere manter a sua paixão totalmente investida na
música, dando a vida por ela e vivendo para ela. É, por isso, um verdadeiro
impulsionador da boa e verdadeira música de dança.
No que toca a artistas regionais o destaque vai para Jay
Camara que não é de agora que o nome nos soa familiar. Ligado ao movimento da
música de dança regional desde o início dos anos dois mil, Jay foi um dos disck
jockeys que acompanhou o fervilhar e rápida expansão do quatro por quatro, e ainda
se encontra no activo. Uma promessa na altura, rapidamente veio a afirmar-se
como uma certeza no seio da comunidade regional, certeza essa, que frui após
mais de vinte anos de actividade. Ao longo do tempo, e excluindo os hiatos a que
se propôs, seguiu as tendências mundiais, mantendo-se fiel ao quadrante
alternativo que sempre o caracterizou. Por vezes mais profundo e melancólico, e
outras vezes mais cru e industrial a certeza é que os seus sets são
direccionados para uma pista cosmopolita e irreverente.
A completar o cartaz de
artistas, Phill.Me, Dj residente do espaço.



