Após os concertos de abertura do evento nesta quinta-feira,
amanhã, dia 24 de Junho, o fado e os sons de África sobem ao palco do Festival
Raízes do Atlântico, que se realiza na Praça do Povo.

Assim, às 21 horas, actua o madeirense Pedro Marques, que
vai apresentar o projeto ‘A voz de uma guitarra’. Nascido a 4 de setembro de
1992, na cidade do Funchal, Pedro Marques é filho da fadista Alexandra Sousa e
do viola de Fado Rui Marques. Começou a frequentar, desde que nasceu, a casa de
fado, onde diariamente a mãe cantava, Arsénios e Marcelino Pão e Vinho, e com 5
anos ingressou no Conservatório de Música da Madeira onde estudou a viola
clássica. Mais tarde entra no Gabinete Coordenador de Educação Artística.

Com 14 anos, Pedro Marques já havia desenvolvido perícia e
identidade na sua guitarra e grava o seu primeiro álbum ‘Primeira Pedra’, com o
seu pai, Rui Marques, a acompanha-lo à viola de Fado. No mesmo ano é convidado
a fazer parte de um dos maiores espetáculos da época na Região, onde acompanhou
à guitarra portuguesa artistas como Mariza, Luís Represas, Nuno Guerreiro,
Marco Horácio e Kátia Guerreiro. A partir daí, as oportunidades não pararam.
Acompanhou Cuca Roseta, foi coordenador do projeto Fado in Madeira e teve
presenças em concertos em todo o país e mesmo no estrangeiro.

No Raízes apresentar-se-á com Emanuel Faria – Viola de Fado,
Ricardo Dias – Baixo, Francisco Coelho – Bateria e László Szepesi – Violoncelo,
tendo ainda como convidados, Slobodan Sacevic – Acordeão, Norberto Cruz –
Bandolim / Bandola e a fadista Sofia Ferreira.

Para o segundo concerto desta sexta-feira, com início pelas
22h30, teremos mais uma estreia na Região depois da banda Ayom que actua hoje,
a do cabo-verdiano Miroca Paris.

Natural da ilha de São Vicente, Miroca Paris vem de uma
família de músicos. Aos sete anos iniciou-se na bateria, aos 13 começou a
cantar, tocar guitarra e percussão. Na juventude integrou o grupo Batucada e,
com 19 anos, e mudou-se para Portugal onde começou a tocar em bares, como o
B.Leza, como baterista e percussionista e a actuar com diversos músicos, como o
tio, Tito Paris, e a cantora Sara Tavares, fadista Cuca Roseta, Tchecka, Dino
D’Santiago, entre outros. Em 2000 foi convidado a juntar-se à banda de Cesária
Évora, em França, com quem actuou durante onze anos. Foi ela que o incentivou a
cantar e a fazer a sua própria música.

Multi-instrumentista e cantor, em 2017 lançou o seu primeiro
álbum, D'Alma, que foi considerado um dos 40 melhores álbuns de 2018 pela World
Music Charts Europe

Entretanto, Miroca Paris conheceu Madonna, em Lisboa, quando
ela preparava o álbum Madame X, e acabou por integrar a banda que acompanha a
artista em digressão

O artista está agora preparar um segundo álbum, ainda sem
data de lançamento, sendo que, ao Festival Raízes do Atlântico promete trazer
os sons da lusofonia.

A 21.ª edição do Raízes do Atlântico é um evento organizado
pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através da Direção Regional da
Cultura, e que tem acesso gratuito.