José Pedro Gouveia é dos poucos artesãos que ainda vai resistindo à profissão. A sua arte e
mestria de trabalhar o vime está patente a partir de hoje e até 26 de Abril, no
Espaço do Artesão, no Campanário, através de uma exposição.
São mais de 30 peças que
mostram a versatilidade desta matéria-prima.
O artesão lamenta que poucos
queiram aprender o ofício e que seja preciso exportar vime do Chile e de
Espanha. Mesmo assim, vai resistindo e mantém a oficina aberta no Rochão,
Camacha, onde recebe qualquer tipo de encomenda. Os novos tempos obrigam-no a
inovar através de um estilo contemporâneo chegar a mais público.
A abertura da exposição
contou com a presença do executivo municipal da Ribeira Brava. O
vice-presidente Jorge Santos recorda a importância de preservar o trabalho em
vime, considerado um património cultural, e transmiti-lo às gerações futuras. Entende
ainda que este trabalho é “muito bem acolhido neste espaço que serve para
promover a cultura e o artesanato e permitir que estes artesãos possam expor e
escoar os seus produtos”.
Quase a celebrar um ano
de actividade, o Espaço do Artesão já acolheu vários trabalhos e tem aumentado
gradualmente o número de visitantes. Por isso, a ideia é “divulgá-lo a uma
escala global para abranger outros mercados, sobretudo o turístico, de forma a
levar as nossas tradições lá para fora”, afirma o vice-presidente.
A exposição é gratuita e
pode ser vista até 26 de Abril, de segunda a sexta, entre as 09h00 e as 17h00,
e ao sábado, das 10h00 às 18h00.

