O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, manifestou-se,
esta tarde, “preocupado” com a “situação estranhíssima” das sucessivas
demissões no Governo da República. Mas apesar de constatar que este “governo
não governa e não é estável”, entende que “neste momento ninguém quer a
dissolução do parlamento”. Declarações prestadas no final da cerimónia de
atribuição de diplomas de mérito aos melhores alunos do secundário na Madeira
no último ano lectivo, numa sessão que decorreu no salão nobre do Governo Regional.

“Acho estranho é um governo
com maioria absoluta, com tantas demissões e tantas convulsões em tão pouco
tempo. Neste momento, o senhor primeiro-ministro é que tem que nomear um novo
ministro e resolver a situação o mais rapidamente possível. O problema agora é
do primeiro-ministro. Toda a gente fala ao mesmo tempo, falam sobre tudo. Não há
uma autoridade de Estado. Parece que está tudo em decomposição”, referiu o
governante madeirense, que se manifestou “preocupado” com um conjunto de
dossiers negociados com Secretaria de Estado da Habitação, tutelada pelo
ministro demitido Pedro Nuno Santos. “Espero que nada pare, porque as coisas
estavam a andar bem e isto faz atrasar”, disse.