Um estudo da empresa de
cibersegurança NordVPN revelou que, actualmente, 65% das pessoas usam um
smartphone na casa de banho. Cerca de 9800 pessoas entrevistadas de 10 países
mostraram que fazer scroll nas redes sociais (53%) na casa de banho é de longe
a atividade mais popular.

No que se
refere a usar o smartphone na casa de banho, os espanhóis lideram com 80%,
seguidos dos polacos (73%) e dos americanos (71%). No final da lista, pelo
menos entre os países pesquisados, estão os australianos (62%), os britânicos
(59%) e os alemães (55%).

Redes
sociais: a actividade mais popular na casa de banho

A maioria das
pessoas de todo o mundo admite que o tempo que passa na casa de banho é
normalmente gasto a navegar nas redes sociais (53%), a ler ou a ouvir notícias
(38%) e a jogar (31%).

Entre outras
atividades, as pessoas também telefonam ou enviam mensagens (29%), verificam o
email do trabalho ou outras ferramentas como, por exemplo, o Slack ou o
Microsoft Teams (28%), e veem vídeos, filmes ou programas de televisão (26%).

"Mesmo antes
de os smartphones serem usados, as pessoas consumiam meios de comunicação na
casa de banho. Neste contexto, falo frequentemente sobre a função multitarefas
do smartphone. Ele concentra e agrupa várias atividades num único dispositivo,
que costumavam ser realizadas em locais específicos ou em outros contextos,
como namorar, tratar de assuntos bancários, fazer compras, jogar, fazer
pesquisas, planear viagens ou aprender línguas", diz Clemens Stachl,
investigador na área do comportamento.

O psicólogo e investigador de
vício na internet Hans-Jürgen Rumpf vê tradição no comportamento actual. "Mesmo
no passado, as pessoas liam na casa de banho. Há um estudo de há 20 anos,
segundo o qual pelo menos um quarto da população lia livros ou banda desenhada na
casa de banho. Este comportamento era — e é — mais comum entre homens", explicou.

FOMO, ou fear of
missing out? (medo de perder algo)

Como diz Hans-Jürgen Rumpf, o
fenómeno 'FOMO'— ou seja, o 'medo de perder algo' (do inglês 'fear of
missing out') — está a espalhar-se.

"Esta preocupação
obsessiva e ansiedade podem levar ao uso intensivo do smartphone e ser o
precursor de uma utilização problemática e eventualmente viciante", diz. A taxa de pessoas em risco de enfrentar este problema e dependência será
provavelmente maior entre os que fazem scroll na casa de banho (os chamados 'toilet scrollers') que entre aqueles que não levam os seus telemóveis para a
casa de banho, diz Rumpf. Em suma, ele recomenda que se use os telemóveis de
forma consciente e guardá-los com mais frequência, especialmente quando as
pessoas estão a comer juntas, antes de irem dormir e talvez até quando vão à
casa de banho.

Relembrar
a importância da cibersegurança

Os smartphones estão a evoluir
a uma velocidade inacreditável, fazendo com que estejamos ligados até na casa
de banho. No entanto, as pessoas são encorajadas a lembrarem-se da importância
da sua segurança online, mesmo quando imersas em redes sociais, conversas,
jogos ou notícias.

Daniel Markuson, especialista
em privacidade digital da NordVPN, partilha dicas importantes sobre como proteger o seu
telefone dentro e fora da casa de banho:

  • Mantenha as
    apps e o sistema operativo (SO) do telefone atualizados. Não ignore
    as atualizações de software.
  • Faça a sua
    pesquisa. Nunca descarregue apps desconhecidas — leia sobre elas
    primeiro.
  • Evite lojas de
    apps não oficiais. É mais provável que elas contenham apps cheias de
    malware.
  • Evite usar um
    Wi-Fi desconhecido. E use sempre uma VPN quando o fizer.
  • Esteja
    vigilante. Não clique em links suspeitos, não dê o seu número a
    estranhos e tenha cuidado com números desconhecidos.

A
pesquisa foi encomendada pela NordVPN e conduzida pela empresa externa Cint de
19 a 26 de janeiro de 2022. O público-alvo da pesquisa era composto por
residentes em França, EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, Alemanha, Espanha,
Países Baixos, Polónia e Lituânia, com mais de 18 anos (representação
nacional), com exceção da Lituânia (18-74). A amostra foi retirada de entre
internautas nacionais. Foram colocadas quotas em idade, género e local de
residência. No total, foram inquiridas 9800 pessoas, das quais 800 pessoas eram
de Espanha e 1000 pessoas em cada um dos restantes países.