O 3.º estudo de opinião DIÁRIO/Eurosondagem que fez manchete na edição impressa do DIÁRIO desta quinta-feira, 22 de Julho, despertou várias reacções.
O DIÁRIO foi à rua ouvir o que os funchalenses têm a dizer.
Para Micael Silva, as sondagens reforçam que “existe
interesse numa mudança”, mudança essa que ainda não sabe se o deixa “triste ou
contente”.
Contudo, o delegado de informação não crê que as sondagens
“correspondam a 100% daquilo que vai acontecer” e acredita mesmo que o
resultado “vai mudar para [Pedro] Calado e a ilha continuará do lado da direita”.
Já Miguel Teixeira não ficou surpreendido com os resultados
da sondagem, uma vez que “já esperava uma luta bastante renhida até ao dia das
eleições”.
Quanto à credibilidade das sondagens, espera que correspondam à
verdade.
Norberto Torra, empresário de profissão, não escondeu o
seu descontentamento para com o resultado das sondagens, apesar de reconhecer
que “o actual presidente também está a fazer um bom trabalho”.
Norberto não
acredita, porém, que a discrepância entre as duas coligações seja tão vincada,
pois julga que “Calado tem mais percentagem do que a que está noticiada”.
O que tem Miguel Gouveia Silva que falta a Pedro
Calado?
Ana Abreu, reformada, enquanto tomava o seu café, afirma que
“qualquer um deles é competente”.
“Eles têm que fazer isto andar para a frente.
Que cumpram com as promessas que, quando chegam ao poder, nunca cumprem”,
exige.
Assumindo-se desde logo como “um homem de direita”, Micael
Silva crê que “Pedro Calado está no caminho certo”. Não sabe se lhe falta
alguma coisa para ultrapassar Miguel Gouveia Silva. “As sondagens são
sondagens, vamos ver nas urnas”, salvaguarda.
“Acho
que o que falta ao Pedro Calado é o que falta a muitos políticos: falta falar
com verdade e fazer aquilo com que se compromete. Não se lembrar só das pessoas
na altura das eleições, nós vivemos os anos todos, não só no das eleições.
Precisamos de projectos concretizáveis. Falta um pouco de verdade na política
madeirense”.
Norberto Torra diz que para Calado ganhar a CMF “tem que
andar mais junto da população e fazer aquilo que ele não fez quando esteve com
o Albuquerque”.
Intenções
de voto
Micael Silva quando questionado sobre a sua intenção de
voto respondeu prontamente que é “homem de direita”.
Norberto Torra, empresário de profissão, não escondeu o
seu descontentamento para com o resultado das sondagens apesar de reconhecer
que “o actual presidente também estar a fazer um bom trabalho”.
Norberto não
acredita porém que a discrepância entre as duas coligações seja tão vincada
pois julga que “Calado tem mais percentagem do que a que está noticiada”
José Gouveia considera que tanto na Coligação Confiança,
como no Funchal Sempre à Frente “existe gente competente”.
Quanto ao potencial vencedor, José Gouveia acredita que “venha quem vier não muda
grande coisa”.
O que ficou por fazer
Educação e Saúde são áreas em
que, acredita Ana Abreu, “ficou muita coisa para fazer”.
Por exemplo, não há
consultas suficientes no centro de saúde e “há que ser modificado, para o bem
dos utentes”.
Por sua vez, o delegado de
informação quer uma cidade mais virada para o turismo. Sobre o que vê feito,
apesar de não ter uma “opinião muito documentada”, admite:
“Vi
algumas coisas boas e interessantes, a níveis de rodovias, a modernização da
própria cidade, mas não vi grande trabalho que me impressionasse, que saltasse
à vista”
“Há sempre coisas para fazer aqui na cidade”, diz Miguel
Teixeira, acrescentando que, se o actual presidente for reeleito, que cumpra as
promessas, já que “é uma altura de pandemia e as pessoas passam dificuldades”.
Norberto Torra aponta três pontos fulcrais na melhoria da
cidade do Funchal.
O auxílio aos sem-abrigo “para o comércio voltar e para as
pessoas não terem medo de vir para o centro do Funchal”. A limpeza, já que o
Funchal está uma “nojentice”. E, por último, sugere que “ [os políticos] deviam
arranjar uma polícia municipal para andar mais nos pontos críticos”.
