Miguel Silva Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal, abriu esta manhã, na Sala da Assembleia Municipal, a Conferência 'Cidadania Ambiental', acompanhado da Vice-Presidente, Idalina Perestrelo, que tem a seu cargo o Pelouro do Ambiente. A iniciativa faz parte da
Semana do Ambiente dinamizada pela CMF.

O autarca aproveitou o momento para destacar as prioridades das politicas municipais implementadas pelo Funchal, "que passam pela importância da
sustentabilidade ambiental e pelo envolvimento e participação dos cidadãos na
construção da sua cidade".

A iniciativa contou com a divulgação de um novo projecto de reflorestação para a zona
norte do Parque Ecológico do Funchal, “um projecto de 290 mil euros, financiado
pelo PRODERAM e que irá permitir reflorestar a parte norte do parque, junto ao
Pico do Arieiro”, revelou o edil funchalense.

Miguel Silva Gouveia solicitou que as regras do
PRODERAM, no que concerne ao acesso a financiamentos agrícolas, sejam claras e
não adaptadas às conveniências do calendário eleitoral.

Recentemente vi o Sr.
Secretário deslocar-se a uma Zona Alta do Funchal e prometer um caminho
agrícola, quando a CMF tem vindo a tentar candidatar alguns destes caminhos
desde o último quadro comunitário de apoio, e têm sido recusados uma vez que os
critérios não são cumpridos. Os critérios devem ser uniformes e devem ser iguais para todos, seja o Governo Regional a promover esse caminho agrícola, seja a própria Câmara Municipal do Funchal.
— Miguel Silva Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal

O edil relembrou o concurso que foi lançado recentemente “para a reabilitação de
eficiência energética de 100 fogos nos bairros da Ribeira Grande e do Palheiro
Ferreiro, numa lógica de cumprir nestes espaços com aqueles que são os
objectivos de sustentabilidade ambiental, e onde também já temos instaladas
ilhas ecológicas para promover a recolha selectiva do lixo".

O presidente
concluiu a sua intervenção assumindo o compromisso do município, “a CMF tem vindo a promover, ao longo dos anos, a construção de
uma cultura de sustentabilidade ambiental, e de uma cultura que seja de
harmonia entre o Ser Humano e o Ambiente". Acrescentando que: "este trabalho traduz-se na educação
ambiental que temos vindo a promover junto das escolas, para que desde pequenos
tenham o cuidado para esta causa, e também através das inúmeras iniciativas de
sensibilização e de promoção das boas práticas que temos vindo a desenvolver
junto da comunidade".