Foi à margem da visita às obras
que decorrem no Convento de Santa Clara que Miguel Albuquerque deu conta de que
a Região conta, na próxima semana, definir uma estratégia para controlar a venda e realização dos autotestes da covid-19.

Embora reconheça que os autotestes são uma boa solução para o deteção de surtos da doença, o presidente do Governo afirma que "tem de ser sempre controlada". O líder do executivo madeirense apontou para o início da próxima semana a realização de uma reunião com as autoridades de saúde regionais, "para vermos como é que vamos fazer", pois estes testes "têm de ser controlados", caso contrário receia que surjam fraudes, "vender gato por lebre".

"Tudo isto tem de ser controlado pela Direcção Regional de Saúde", disse, ao mesmo tempo que garantiu que não vai permitir "que se utilize a desgraça para fazer negócio ou para fazer fraudes". Sem dar conta de como será feito esse controlo, e embora a reunião só aconteça na próxima semana, as farmácias regionais já podem proceder à venda dos mesmos no imediato.

Outra garantia dada por Miguel Albuquerque foi a de que a Região não vai, pelo menos até indicação em contrário das autoridades de
saúde nacionais e europeias, suspender a utilização da vacina da AstraZeneca.

O presidente do Governo Regional
voltou a confirmar que a Madeira conta ter os cerca de 9 mil professores e funcionários
dos estabelecimentos de ensino regionais vacinados até ao dia 9 de Abril, ou seja,
na próxima sexta-feira.

Até 16 de Abril deverão estar
testados os cerca de 40 mil alunos que vão ser alvo de rastreio à covid-19,
através de um teste rápido de antigénio, considerando esta “testagem alargada”
uma forma de garantir maior segurança no regresso ao ensino presencial dos
alunos do 3.º ciclo e do secundário.

“Está tudo a correr bem”,
garantiu Albuquerque, referindo-se à administração das vacinas contra a
covid-19 na Madeira e no Porto Santo. Sobre a ligação da vacina da AstraZeneca
ao surgimento de coágulos sanguíneos em alguns vacinados, o presidente do
Governo esclarece que “essa questão é suscitada de alguns efeitos das vacinas
como há para a vacina da gripe ou para qualquer outra vacina”, além de que “neste
momento não há nenhuma recomendação da Organização Mundial da Saúde nem da Agência
Europeia [do Medicamento] para essa vacina não ser administrada”.

Obras de mais de 2 milhões euros

Sobre a intervenção que decorre
no Convento de Santa Clara, Miguel Albuquerque entende ser “uma obra muito
importante do ponto de vista da salvaguarda do património nacional e é uma obra
que está directamente ligada, também, à história da RAM e do país”.

Trata-se de um investimento da
Região na ordem dos 2,3 milhões de euros, que inclui a beneficiação global da
Igreja e do Convento, bem como a conservação e restauro do património
artístico, móvel e integrado. O investimento conta com o apoio do FEDER.

Para o presidente do Governo Regional vê nesta intervenção "uma aposta para a nossa população", bem como uma forma de abrir aos turistas este espaço, melhorando a oferta turística da Região, sobretudo no nicho de turismo cultural.