Na sequência das notícias sobre as transferências feitas pelo actual financiador do Chega, César do Paço, para as contas pessoais de membros do CDS Madeira, como Rui Barreto, a Procuradoria Geral da República (PGR) abriu um inquérito para apurar se houve crime, avança o jornal Expresso na edição desta sexta-feira.
Em causa estão as transferências de cerca de cinco mil euros para as contas bancárias de Rui Barreto e de mais quatro membros do partido, num total de 29.880 euros provenientes de César do Paço, semanas antes das últimas eleições regionais que levaram o CDS para a coligação com o governo de Miguel Albuquerque.
Ontem, o secretário regional de Economia quebrou o silêncio sobre o assunto e assegurou que está de "consciência tranquila" em relação à omissão desses rendimentos de 2019, notícia que o Expresso também avançou na semana passada.
À margem de uma visita a uma empresa na zona da Ajuda, disse Barreto: "Vivo num estado de direito democrático onde tenho obrigações e direitos (...) depois da poeira que se lançou, depois de algumas falsidades que foram suscitadas, devo no recato e no respeito pelas instituições prestar as devidas informações a quem de direito". O governante admitiu que já prestou esclarecimentos ao Tribunal Constitucional.
E disse mais:
Podem dizer o que quiserem, podem escrever o que quiserem, podem ofender o que quiserem, podem vomitar o que quiserem até na comunicação social ou nas redes sociais, que eu sei o que fiz e por que fiz"

