Na revista de imprensa nacional desta sexta-feira, o líder do CDS/Madeira, Rui Barreto, volta a ser notícia devido ao empréstimo de 30 mil euros proveniente do financiador do CHEGA para um restrito núcleo de cinco figuras centristas - onde se inclui o governante.

No semanário Expresso, é noticiado que Rui Barreto não declarou o empréstimo realizado por César do Paço, a título individual, em vésperas de campanha eleitoral para as Regionais de 2019 - período em que o CDS/Madeira apresentava graves dificuldades financeiras.

Segundo consta, as alterações feitas à chamada lei da transparência obrigam, entre outras coisas, ao registo de todos os empréstimos (passivo) concedidos por “quaisquer pessoas singulares ou colectivas”, pelo Estado ou por bancos, e Rui Barreto não o fez na declaração de rendimentos relativa ao ano de 2019 que foi consultada pelo Expresso junto do Tribunal Constitucional. O crime prevê perda de mandato, demissão ou destituição judicial.

A nova lei entrou em vigor no mês Julho de 2019 - o empréstimo foi concedido em Agosto de 2019 - e o governante 'pulou' para o executivo em Outubro, logo, na declaração de rendimentos entregue em Janeiro de 2020 já vigorava a obrigação. Ao Expresso, Rui Barreto não quis prestar declarações.