"O
lobo marinho encontrado morto nas Desertas no fim da passada semana foi já
necropsiado", anunciou esta manhã a Secretaria Regional do Ambiente, em nota de imprensa, que dá conta que foram "causas naturais" que estiveram na base desta baixa na população destes animais marinhos.
"Embora a causa da morte não seja ainda conhecida, ficou concluído
que esta ficou a se dever a fatores de ordem natural, estando completamente
posta de parte qualquer questão que derive de uma interação com humanos", esclarece.
No entanto, "passada
esta primeira fase, será analisada, do ponto de vista da histopatologia e
toxicologia, toda a informação e material recolhido. Tendo em conta esta ser
uma área da veterinária muito específica, estão envolvidos neste análise
especialistas externos à região, nomeadamente espanhóis".
Refira-se que a "necropsia foi realizada nas
instalações do Museu da Baleia, por uma equipa multidisciplinar que incluiu
elementos dessa entidade da Direção Regional de Agricultura e Desenvolvimento
Rural, da Direção Regional de Pescas e claro do Instituto de Florestas e
Conservação da Natureza (IFCN)", adianta.
Recorde se que o animal foi
transportado para o Funchal no passado sábado numa operação conjunta envolvendo
o Museu da Baleia, os Bombeiros Sapadores do Funchal e o IFCN, sendo que "para esta operacionalização
foram seguidos os procedimentos base definidos pela Rede SOS Vida Selvagem e
pela Rede de Arrojamento de Cetáceos da Madeira".
"Como nota final importa
registar que esta é uma grande perda para a colónia das Ilhas Desertas, na
medida que se tratava de uma fêmea adulta, relativamente nova e ainda com
muitos anos férteis pela frente", lamenta.

