A eurodeputada Sara Cerdas defende que o Plano Europeu de Combate ao Cancro, lançado ontem pela Comissão Europeia, deverá estar mais focado em identificar os factores de risco e também em reduzir as causas de cancro que ainda permanecem desconhecidas.
“Actualmente temos que 50% das causas de cancro são desconhecidas. Neste Plano não vemos qualquer iniciativa para dar resposta a uma maior investigação às causas de cancro. Temos sim propostas para uma melhor prevenção, para um diagnóstico precoce, para um tratamento adequado e atempado, e também para melhor qualidade de vida para os doentes e para as suas famílias”, refere Sara Cerdas. A socialista considera estas medidas importante, mas indica que existem espaços para melhorias.
Foi na qualidade de vice-presidente da Comissão Especial de Combate ao Cancro no Parlamento Europeu que Sara Cerdas questionou, esta tarde, a Comissária com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides, sobre como a União Europeia poderá contribuir para estar na frente da prevenção. Aponta que o
Plano, na área da investigação, não deverá concentrar-se
apenas em estudos clínicos com vista à terapêutica e ao diagnóstico, que revela
serem de elevada importância, mas que “é necessário uma aposta em estudos
epidemiológicos robustos e extensos - estudos coorte”. Embora igualmente
dispendiosos, acredita que é uma aposta ganha, que se traduzirá a longo prazo em
evidência científica e que contribuirá para uma sociedade mais saudável e com
menos cancros.
A Comissão Europeia anunciou um orçamento de 4 mil
milhões de euros para o plano, que será colocado em prática através dos
diferentes instrumentos de financiamento do Quadro Financeiro Plurianual
2021-2027 e o Next Generation EU - nomeadamente do programa EU4Health, o
Horizonte Europa e o programa Europa Digital. A proposta da Comissão Europeia
irá agora ser discutida por parte do Parlamento Europeu.

