Na primeira noite à luz das novas regras impostas pelo
Governo Regional notou-se uma menor afluência, consumo e ajuntamentos do que
era habitual na baixa do Funchal. Com os bares e similares a serem obrigados a
encerrar mais cedo, neste caso à meia-noite deste sábado, foi pouca a clientela para o muito
cerco e vigilância dos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) destacados
para fiscalizar os estabelecimentos.

Em carros patrulha e motorizadas, a ronda da PSP incidiu em espaços e artérias que habitualmente
juntam várias pessoas como são os casos da Zona Velha da cidade ou Rua das
Fontes. Ao circular por diversas vezes nestes arruamentos ao longo de toda a noite, as
autoridades rondaram os bares com maior ocorrência já bem próximo do tempo estipulado
para o encerramento obrigatório.

Distanciamento social, limite de cinco pessoas por cada grupo, uso da máscara, consumo de álcool na
via pública ou o próprio cumprimento da lotação no interior dos
estabelecimentos foram também outros aspectos controlados e fiscalizados pelos
agentes.

O DIÁRIO sabe igualmente que noutros pontos da ilha as rondas policiais incrementaram em termos de frequência, também em sítios - à semelhança do Funchal - que servem de ponto de encontro aos fins-de-semana.

À parte disso, houve também condutores que foram multados por estacionarem os veículos nas paragens de transportes públicos.

ARAE não multou no primeiro dia, mas deixa aviso

Conforme o DIÁRIO dá conta na sua edição impressa deste sábado, a Autoridade Regional das Actividades Económicas (ARAE) ainda não multou qualquer pessoa ou estabelecimento devido a qualquer incumprimento no primeiro dia que assinalou as novas regras de prevenção, na Madeira.

Em vigor desde esta sexta-feira, a ARAE optou por sensibilizar tudo e todos para as normas de saúde pública, sobretudo junto aos estabelecimentos de ensino, onde continua a haver ajuntamentos. Sabe-se também que na próxima semana, quatro inspectores desta autoridade vão até ao Porto Santo.

Foto Rui Silva/ASPRESS
Não levantámos autos até ao momento e também não era essa a
intenção, mas nós já passamos, nós já sensibilizamos e já avisamos. Porventura
nas próximas passagens, se detectarmos mais algumas situações, sobretudo no
interior dos estabelecimentos, iremos agir. Já temos um escopo jurídico para o
fazer que nos permitem aplicar coimas.
— Luís Miguel Rosa, inspector regional da ARAE