A esperança de encontrar com vida o jovem alemão de 24 anos
que ontem caiu ao mar junto ao cais de São Jorge é mínima. “Só por milagre”,
diz o comandante da Zona Marítima da Madeira e Capitão do Porto do Funchal. “O
problema é a forma como caiu e a descrição do irmão que estava com ele, que
disse que ele tinha logo sangue. Tudo indica que já não terá vida”, revelou Guerreiro
Cardoso. Entretanto, já estão a caminho da zona as embarcações que vão dar
início às buscas.
A operação neste segundo dia vai decorrer essencialmente na
mesma área, sem alargar muito o perímetro. Vai contar com os mesmos meios em
terra e no mar, estando apenas o uso dos dois drones ainda em equação, uma vez
que a rebentação das ondas pode não justificar o recurso a estes meios. Em
terra vão estar os Bombeiros Voluntários de Santana, que vão acompanhar até
onde for possível, e no mar uma equipa do Sanas Madeira e uma da Estação Salva
Vidas do Funchal com elementos do Instituto de Socorro a Náufragos, juntamente
com a Polícia Marítima.
O comandante alerta para as más condições de segurança do local
onde o jovem caiu. “É um local perigoso que se calhar até devia estar fechado.”
O rapaz encontrava-se a passear com o irmão no cais quando
foi arrastado por uma onda. O irmão, que também caiu mas que se conseguiu salvar
ainda o acompanhou e esteve a vê-lo durante algum tempo, mas depois acabou por
desaparecer.

