A representação da Opus Gay na Madeira nasceu há cerca de um ano, a partir do Facebook e, contou o representante regional, Paulo Spínola, “três horas depois da abertura da página recebemos o primeiro pedido de ajuda”.
A associação regional tem recebido “pedidos de ajuda e de informação por pais que querem compreender e ajudar os filhos LGBT”, bem como de “jovens que querem poder viver saudavelmente as suas orientações sexuais”.
Paulo Spínola falou durante a assinatura de protocolos - entre Opus Gay, Ex-Aequo e International Gay & Lesbian Travel Association (IGLTA) e Governo Regional - na manhã desta quinta-feira.
O vice-presidente do Governo Regional destacou que esta assinatura “constitui mais um sinal do Governo Regional na promoção e no fomento de uma cultura de tolerância e universalidade, princípios que devem distinguir os povos desenvolvidos”.
Pedro Calado acrescentou que “estes princípios são ainda mais importantes para uma região turística como a nossa, que sempre soube receber bem quem nos visita, independentemente das suas origens, credos, orientações políticas, sexuais, ou, outras”.
Sobre a IGLTA, focou a importância turística para o destino Madeira: “Sendo um destino turístico já reconhecido internacionalmente, como o melhor destino insular do mundo e da Europa, título que vem conquistando por cinco vezes consecutivas, a Madeira não podia ficar à margem deste pequeno grande passo”. Disse ainda Calado: “Este é, igualmente, um segmento de turismo de qualidade, que é também aquilo que se pretende para a Madeira, com um nicho de mercado muito elevado, que procura elevados padrões de qualidade, sendo este um aspecto que o Turismo tem vindo a trabalhar nos últimos anos. Não nos podemos esquecer que o turismo é um dos principais motores da economia portuguesa. E a Madeira, por ser a região turística – se não a mais antiga, pelo menos uma das mais antigas do país –, tem, também aqui, um importante papel”.
Já António Serzedelo, presidente da Opus Gay, assumiu: “Há muito que a Madeira era um destino LGBT, mas à socapa, envergonhado. Agora pode andar de cabeça levantada. Contar com o beneplácito da população e do governo e das organizações LGBT que se vão preparar bem para isso”. Para Serzedelo, as assinaturas representam “grandes passos graças ao apoio do Governo Regional. Não há democracia sem respeito pelos direitos humanos”.
Pela IGLTA, Juan Júlia, enfatizou que “muitas vezes é o desconhecimento que faz o medo” e que um “Governo Regional que apoia a inclusão, o respeito e a diversidade”, permite também “criar uma nova economia, indústria turística”.
Ontem, quarta-feira, foi também assinado o protocolo de exploração hoteleira na Madeira entre a empresa Vintage Destiny, representada por António Baptista, e a Axel Hotels representada por Juan Juliá, líder da IGLTA, e dono da cadeia hoteleira. O hotel, que ficará encaixado na ‘zona velha’ do Funchal, terá 88 quartos.

