Sara Madruga da Costa confrontou o BE e também o PS com a proposta de orçamento rectificativo apresentada pelo Governo Regional da Madeira que pretende entre outras coisas uma nova diminuição nos combustíveis e o descongelamento da carreira dos professores na Madeira. Na sua intervenção de hoje, na Assembleia da República, a deputada questionou: “como votará o BE e o PS na Madeira o orçamento rectificativo do Governo Regional que pretende fazer na Madeira aquilo que o governo da República não é capaz de fazer aqui no continente?”.

De acordo com a deputada social – democrata a pergunta impõe-se tendo em conta que ““já sabemos que não podemos contar com a actual direcção do PS na Madeira para este efeito. O PS- M funciona na Região como um mero satélite retransmissor do continente e das más políticas deste governo da república”.

Sara Madruga da Costa relembrou ainda que “o PSD sempre foi contra este caminho e contra esta forma encapotada de austeridade. O aumento dos combustíveis, a contagem do tempo integral dos professores e a solução desastrosa da gestão da TAP, são alguns dos exemplos de um governo da República que continua a não falar verdade e a prometer aquilo que sabe que não pode cumprir”.

A deputada madeirense evidenciou ainda no debate as contradições do BE e da geringonça “um partido que tem duas caras, ora finge ser oposição, ora finge ser governo” referiu a deputada acusando o BE de “hipocrisia, cinismo e oportunismo” naquela que considerou uma “vã tentativa de iludir o povo e os portugueses perante este brutal aumento dos combustíveis” que constitui “mais um triste episódio da cartilha marxista, ou melhor dizendo trotskista”.

Para a deputada social democrata “o BE já teve outras oportunidades para contribuir para a eliminação deste imposto, mas optou sempre por apoiar o governo e chumbar a sua eliminação. Ainda há duas semanas atrás o BE defendia a discussão desta matéria no Orçamento do Estado, agora pelos vistos mudou de opinião” ironizou.