A estatal Corporação Elétrica Nacional da Venezuela (Corpoelec) anunciou hoje que vai racionar o abastecimento de eletricidade em seis Estados do país, onde os apagões têm durado mais de 12 horas, nalguns casos até 72 horas.
O anúncio foi feito através da rede social Twitter, em mensagens dirigidas aos clientes dos Estados de Mérida, Barinas, Apure, Portuguesa, Táchira e Trujillo, precisando que o racionamento será de quatro horas diárias, em horários diferentes, conforme a localidade.
“Corpoelec informa aos habitantes (...) que devido à diminuição dos níveis de água nas barragens do sul-ocidente do país, se aplicará um plano de administração de carga, a partir de 15 de março, com duração de quatro horas”, lê-se na mensagem.
Os apagões elétricos passaram a ser cada vez mais frequentes na Venezuela, apesar de as autoridades anunciarem frequentemente programas e projetos para melhorar um sistema que a oposição diz necessitar de manutenção e estar próximo do colapso.
As falhas elétricas, que se registavam mais no interior do país, acontecem agora também em Caracas, a capital, onde, segundo dados do Comité de Afetados pelos Apagões, ocorreram, desde 01 de janeiro, pelo menos 116 dos mais de 1.980 apagões registados no país.
Os apagões têm afetado os sistemas de comunicações e o metropolitano.
Em 2016 a Venezuela racionou o abastecimento de energia elétrica durante 40 dias. Uma vez ativo o plano de racionamento o Governo venezuelano excluiu a cidade de Caracas, por ser sede dos órgãos de poder públicos e anunciou que os hospitais, aeroportos e organismos de segurança estavam isentos da medida.
Nesse mesmo ano foi reduzido o horário de funcionamento dos serviços públicos.
Os apagões, em 2016, foram ocasionados pelo fenómeno climático El Niño, que fez descer o nível de água da barragem de El Guri (a principal do país), a um mínimo histórico.
