A obra de reabilitação do Museu de Fotografia da Madeira – Ateliê Vicentes está completamente terminada e para cumprir o prazo de abrir o espaço ao público durante o primeiro trimestre de 2019, a Secretaria Regional do Turismo e Cultura tem vários trabalhos em mãos. A par dos de recuperação, conservação e digitalização dos mais de dois milhões de negativos que passaram do antigo museu para o Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (parte dos quais já se encontra disponível para consulta online), “decorrem os trabalhos da produção dos conteúdos museológicos e museográficos, conteúdos esses que irão, no fundo, contar a história da fotografia e das famílias associadas às grandes casas da fotografia da Madeira, nomeadamente a família Vicentes”, explica aquela secretaria ao DIÁRIO.

Daí que o Governo Regional, através da Direcção Regional da Cultura, tenha agora investido cerca de 20 mil euros para o “fornecimento de material específico de conservação, restauro e acondicionamento de espécies fotográficas do Photographia – Museu Vicentes”, além de cerca de 7 mil euros para “aquisição de material de conservação, restauro e acondicionamento de documentos do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (ABM)”, lê-se nos contratos assinados no final de novembro.

Mas há mais recuperações em curso. O restauro e recuperação das máquinas antigas, do mobiliário e de outros equipamentos associados à fotografia também já arrancou. Peças estas que, explica a secretaria regional do Turismo e Cultura, “pertenciam ao antigo Museu Vicentes e que farão parte deste novo projecto de modo a complementar, visualmente, toda a informação que será disponibilizada, num espaço que está a ser totalmente reestruturado do ponto de vista expositivo para ganhar uma maior dinâmica e uma nova vida associada aos museus de ciência e arte”.

Como a recriação de um estúdio de fotografia dentro do museu para proporcionar uma viagem no tempo, “um contacto com a realidade que era vivida na época”. Além dos cenários do antigo espaço museológico, todos restaurados, e que também vão integrar o novo espaço.

A secretaria regional do Turismo e Cultura lembra que o espaço vai contemplar ainda “zonas para exposições temporárias e temáticas, a par de uma forte componente educativa que permita explorar o conhecimento da fotografia, tanto do ponto de vista da sua história mas abordando, também, as novas tendências, junto de vários públicos”.

Outra das intenções do Governo Regional é aproveitar a fotografia para aprofundar a promoção da imagem da Região enquanto destino turístico e cultural, através de parcerias que com entidades externas à Madeira: “Será desenvolvida uma linha gráfica e um projecto de promoção e divulgação do novo Museu, de modo a afirmar a sua divulgação no exterior”, conta a secretaria regional do Turismo e Cultura.

Esta obra de reabilitação do edifício, a cargo da Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas, custou, recorde-se, um milhão e 200 mil euros. “Para além desta verba, e no que respeita ao investimento desta Secretaria Regional [Turismo e Cultura], nas diferentes componentes do projecto - que integram, entre outros trabalhos, a conservação e restauro do espólio fotográfico e não fotográfico, a museologia e a linha gráfica do Museu - estamos a falar de um montante que ronda os 500 mil euros, valor comparticipado em 85% pelo FEDER (Madeira 14-20)”, lembra o Governo Regional.