O programa de governo do PS nas eleições do próximo ano vai prever diversas medidas de promoção da igualdade em que Governo Regional e associações da sociedade civil vão articular-se em rede, segundo anunciou esta tarde, numa mesa-debate, a coordenadora regional Elisa Seixas e a deputada nacional Catarina Marcelino. Uma das áreas a merecer atenção será a integração dos emigrantes que regressam da Venezuela e que ainda são vistos com “desconfiança” e uma “ameaça” pela população madeirense.
A deputada na Assembleia da República reconhece que Governo da República e Governo Regional já prestam apoio social aos ex-emigrantes mas alerta que há ainda um trabalho a fazer: “É preciso que a sociedade integre e inclua estas pessoas, que não olhe com desconfiança para estas pessoas e isso também requer um trabalho de proximidade com as comunidades, envolvendo as autarquias, as juntas de freguesias, as respostas públicas mas também fazendo campanhas”. Estas campanhas devem esclarecer que “estas pessoas não são uma ameaça, são pessoas e familiares que foram há muitos anos desta terra para fora e que hoje voltaram e que se forem incluídas trazem também mais -valias à Região, nomeadamente ao nível do empreendedorismo porque muitos deles eram comerciantes e empresários”.
Catarina Marcelino entende que a Madeira também poderia fazer mais no problema da violência doméstica, nomeadamente o desenvolvimento de uma rede organizada de resposta, incluindo as ONG, a Segurança Social, saúde, forças de segurança e Ministério Público, “para quando uma mulher entrar numa esquadra de polícia ou num hospital haver uma rede que lhe dá resposta e protecção”. Tal rede “não existe” na Região “enquanto no continente já existe”. A mesma conclusão aplica-se ao atendimento a pessoas LGBTI, que por vezes “querem sair de casa ou que têm problemas familiares” e precisam de um apoio para a sua integração na sociedade.
