A Madeira está na ‘rota’ da Coreia do Sul, aproveitando o estreitamento de relações entre aquele país asiático e Portugal. Na visita que está a fazer à Região Autónoma, o embaixador em Portugal, Chul-min Park tem várias reuniões agendadas onde procura perceber quais as melhores áreas para essa relação, nomeadamente de ordem comercial.

O registo de navios através do MAR, o turismo, os vinhos, energias renováveis, a cooperação universitária e, ainda, encontrar vias para entrar no mercado da CPLP, são as principais áreas de interesse que levaram o embaixador Chul-min Park a reunir-se hoje com a ACIF-CCIM e amanhã com o presidente do Governo Regional da Madeira e o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, bem como com a SDM, concessionária do Centro Internacional de Negócios da Madeira, e com o Reitor da Universidade da Madeira.

Neste contexto, mesmo que carecendo de um tradutor, o responsável diplomático lembrou que desde que assumiu o cargo em Portugal já visitou outras cidades/distritos, tais como Porto, Braga, Coimbra e até os Açores, mas faltava a Madeira para fechar o círculo de contactos. “Deixei a Madeira para visitar mais tarde porque também é uma região importante, porque não é só entre Portugal e a Coreia que as relações económicas e políticas existem, mas também especialmente esta Região por ter relações estreitas com a província de Jeju”, a maior ilha da Coreia do Sul.

Como ilhas autónomas e que inclusive partilham o facto de estarem na lista da Unesco como reservas da biosfera, Madeira e Jeju servem de ponte para esse estreitar de relações com a Coreia do Sul. Entre essas possibilidades, realça em especial a possibilidade de projectos de cooperação entre a Universidade da Madeira e a Universidade Nacional de Jeju, mas também nas áreas do turismo, área na qual no ano passado mais de 100 mil turistas coreanos visitaram Portugal continental, cerca de 36 mil dos quais para visitar o Santuário de Fátima, sendo que há conversações para uma ligação aérea directa entre os dois países o que poderia permitir trazer também turistas à Madeira de forma mais rápida, ou ainda nas energias renováveis e aproveitar os contactos da ACIF e seus associados para entrar no mercado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, ou mesmo a importação pela Coreia de Vinho Madeira”, resumiu.