Gil Canha, candidato à Câmara do Funchal pela coligação Funchal Forte (PPM, PURP) deu uma conferência de imprensa, no Mercado dos Lavradores, em que criticou a gestão de Paulo Cafôfo “O sr. presidente Paulo Cafôfo gere a cidade conforme sopra o vento na comunicação social e conforme vai a corrente da opinião pública, e quando lhe faltam essas referências, segue os passos das oposições”, acusa.

Gil Canha lembrou que, na semana passada, esta coligação visitou o Mercado e referiu que as floristas continuam com as suas bancadas de venda em condições deploráveis. “Três dias depois, a câmara de Paulo Cafôfo reage a este nosso impulso, anunciando no Diário de Notícias, que neste Verão, as floristas irão ter bancadas novas. Isto é, o projecto desse mobiliário já está feito desde finais de 2013, e só agora, passados quatro anos, é que o sr. Cafôfo se lembrou que as nossas floristas estavam a trabalhar em condições deploráveis. E o mais absurdo ainda, é que projectaram o novo mobiliário sem ouvir as floristas, que nos projectos de 2013 deram opiniões e ideias fundamentais para a sua funcionalidade.” acusa.

O candidato e ex-vereador da CMF também critica o facto de a Praça do Peixe estar “cheia de tarjas, penduricalhos e outras barreiras visuais que fazem esbater e encobrir os belos elementos arquitectónicos do mercado”.

Gil Canha defende que no Mercado “os corredores internos devem estar livres de cangalhadas, cartazes e excesso de expositores, mas que graças à incompetência e falta de pulso do actual elenco camarário, esses espaços estão entregues à anarquia e ao salve-se quem puder”.

No caso de ser eleito, vai acabar com a “especulação” no mercado. “Existem aqui espaços que foram concessionados a preços altíssimos, muitos a ultrapassar os 7 mil euros por mês. Ora ninguém aguenta estes preços! E graças a esta política de ganância camarária, que o Mercado dos Lavradores se está a esvaziar. E se nada for feito, daqui a uns anos, em vez de um genuíno mercado dos lavradores, teremos um bazar turco”, afirma.