Os dois projectos de exploração sustentada de mariscos nos mares da Macaronésia, o ‘Mariscomac’ e o ‘Macarofood’, apresentados esta terça-feira pela Secretaria Regional de Agricultura e Pescas (SRAP), inscrevem-se num conjunto de iniciativas desenvolvidas em parceria com os arquipélagos das Canárias e Cabo-Verde e representam um “avultado investimento” no sector das Pescas regional. O beneficiário principal destes projectos, [a SRAP] conta com um orçamento de 204 mil euros.
A sessão de abertura contou com a presença do Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Humberto Vasconcelos e do Director Regional das Pescas da Madeira, Luís Ferreira.
O Director Regional das Pescas sublinhou a importância de “averiguar a quantidade de biomassa das espécies [de marisco] nos mares da Região, de modo a tornar este recurso explorável pelos nossos pescadores”.
Numa outra vertente, estes programas visam fomentar a competitividade das pequenas e médias empresas e criar ‘valor acrescentado’ à fileira das pescas e à economia local. “O conhecimento de que o marisco é pescado num determinado dia, a uma determinada hora, por um determinado barco e determinado pescador, é uma forma de acrescentar valor ao produto que chega à mesa dos consumidores”, explicou.
Luís Ferreira garantiu ainda que a sustentabilidade das pescarias na Madeira é assegurada anualmente através da avaliação da biomassa das diferentes espécies de peixe e atribuição de quotas, ainda que existam alguns problemas relativamente a algumas espécies, como é o caso do atum patudo.
