Brevemente entraremos no 3º trimestre letivo e cada vez mais pais e filhos angustiam-se e questionam-se relativamente às escolhas profissionais e vocacionais.

Existem crenças positivas e negativas sobre várias profissões mas, nem sempre são verdadeiras. O curso de medicina, por exemplo, continua a ser aquele que é muito desejado pelos alunos e pelos pais, pois a ele está associado prestígio social e uma boa condição financeira, assim como hoje é comum comentar-se que os cursos ligados às finanças e informática são as áreas de estudo mais promissoras em termos de saídas profissionais futuras.

Mas, tudo é relativo e fortemente influenciado pelas perceções do jovem sobre séries televisivas, por ideias pré-concebidas e/ ou por aspetos culturais ligados a determinada profissão. Por sua vez, os pais condicionados pelo desejo de um futuro melhor para o seu filho, baseiam-se muitas vezes nos seus sonhos e mostram grande preocupação pela empregabilidade e notas finais o que pode não levá-los ao encontro dos reais interesses e aptidões dos filhos.

Para uma boa tomada de decisão o jovem deve ter em conta não só os seus interesses e preferências, como também é relevante que tenha informação acerca do currículo do curso, das instituições onde pode fazê-lo, sobre a realidade profissional desse curso no seu país e sobre as saídas profissionais. É essencial que o jovem esteja bem informado, e que não abdique dos seus sonhos, mas é igualmente importante que pondere os seus objetivos e estilo de vida e que os consiga conciliar com a profissão que ambiciona ter.

Por outro lado, no contexto socioeconómico atual revela-se muito importante que o jovem de hoje seja pró ativo, não só na atitude que deve ter perante a vida, mas também no sentido de experienciar e envolver-se em atividades diversas (por ex voluntariado, participação em projetos de proteção à natureza ou dedicados a outras causas públicas, prática de desporto, pertença ao clube europeu da sua escola, etc,) que lhe permita desenvolver não apenas competências académicas mas também pessoais e sociais, de grande valor para a sua formação pessoal e preparação para a vida. Cada vez mais, muitas empresas na análise dos currículos de recrutamento para emprego, valorizam estas experiências extra curriculares, considerando-as como uma mais-valia na aquisição de competências interpessoais, pois são elas que permitem ao jovem desenvolver a sua autonomia, a capacidade de resolução de conflitos e de situações de imprevisibilidade, a capacidade de adaptação, a resiliência, ou seja são estas experiências que permitem ao jovem adquirir maturidade emocional e tornar-se um bom profissional.

A par desta “formação humana” e porque vivemos num mundo global, o domínio e fluência de uma língua estrangeira, revela-se um conteúdo essencial para um bom currículo, uma vez que a realidade socioeconómica proporciona muito mais intercâmbios e parcerias internacionais que exigem ao profissional este tipo de qualificação.

Para terminar e para aqueles que apesar de estarem bem informados e a refletirem sobre o seu futuro profissional, ainda estão indecisos ou confusos neste processo, a orientação vocacional e profissional, levada a cabo por psicólogos desta área, pode dar um contributo pois promove uma ajuda especializada na construção e implementação do projeto de vida do jovem aluno, quer a nível académico, quer a nível pessoal, visando escolhas mais conscientes e felizes!