Olavo Manica Os deputados do PSD na Assembleia Regional reprovaram a primeira iniciativa legislativa de cidadãos, apesar do actual Presidente do Governo ter afirmado em plena campanha eleitoral que estava de acordo com a reintrodução do gado de forma ordenada. Pelo que percebi também sabiam de uma Resolução do Parlamento Europeu, de 19 de Junho de 2008, sobre o sector dos ovinos e caprinos na Europa (2007/2192(INI) P6_TA(2008)0310; A6-0196/2008. Por esmagadora maioria na sessão plenária os Deputados Europeus apelaram para medidas urgentes no sentido de revitalizar a produção de ovinos e caprinos na UE. Os deputados propuseram novos tipos de apoio aos produtores, incluindo um prémio por cabeça para manter ovinos em áreas ecologicamente sensíveis, a ajuda da UE para a introdução do sistema de identificação electrónica e um logótipo europeu para impulsionar o consumo. No relatório mencionam que o pastoreio do gado desempenha um papel vital ambiental: na manutenção de áreas naturais menos férteis, na preservação da biodiversidade e dos ecossistemas sensíveis, na luta contra a erosão, inundações, incêndios e avalanches. Além disso, é tradicionalmente praticada nas regiões menos favorecidas, onde actividades alternativas são difíceis, de acordo com um estudo realizado pela Ernst & Young, a pedido do Parlamento. O relatório da iniciativa de Liam Aylward (UEN, IE), aprovado em plenário por 492 votos a favor, 30 contra e 9 abstenções, sublinhou a “necessidade urgente de agir” para “garantir um futuro sustentável e bem sucedido aos produtores de ovinos e caprinos da Europa “,“ manter e atrair os jovens agricultores neste sector” e “impulsionar o consumo” desses produtos. Os parlamentares também convidaram a Comissão a prestar auxílio suplementar para os produtores de ovinos e caprinos tradicionais e regionais raros das áreas montanhosas, a fim de manter a diversidade biológica. Os deputados sugeriram diversas medidas para fomentar o consumo e de protecção contra a concorrência dos grandes países exportadores como a Austrália e a Nova Zelândia, a fim de garantir que o cordeiro comunitário não seja submetido a uma concorrência desleal; criar um logótipo europeu para diferenciar a carne de ovino Europeia da dos países terceiros e especificar no rótulo o local de origem dos produtos; aumentar o orçamento dedicado à promoção de produtos agrícolas de modo a incluir a carne de ovino Europeia; desenvolver campanhas promocionais incidindo sobre os produtos protegidos pelas DOP e IGP; incluir o cordeiro no 2 º programa comunitário de acção em matéria de saúde para promover os benefícios desta carne para o consumidor, especialmente entre os jovens; incentivar a investigação e o desenvolvimento para promover a inovação no sector industrial (produtos à base de cordeiro, queijo, lã e peles). Aqui na Madeira parece que somos todos ricos não necessitamos produzir carnes, importamos tudo. Em Portugal continetal, como exemplo menciono que em Vila Pouca de Aguiar e na freguesia de Fátima na Serra de Aire, desde alguns anos, estão a ser utilizadas cabras para reduzir o risco de incêndios florestais. Alguns políticos aqui na Região falam em limpar terrenos mas na prática a situação é muito mais difícil. Haveria que limpar todos os anos a fio e nem a Região nem os privados têm meios humanos e financeiros para tal. Apostar no gado continua a ser a forma mais económica e eficaz para o fazer. Não querem o gado porque comem pontualmente algumas árvores e fazem cair pequenas pedras. Os incêndios sim podem arrasar com centenas de milhares de árvores e fazer cair grandes pedregulhos.