Depois do BPN, BPP, BES, BANIF é a vez da CGD. O Estado prepara-se para injetar 5 mil milhoes de euros só na Caixa. A este valor somam-se as centenas de milhoes que ja enterrou, nos últimos anos, em toda a banca privada. Trata-se de um escandalo do tamanho do dinheiro gasto. Pode-se justificar que o Estado tem a obrigacao de salvar o sistema financeiro e que um sistema financeiro frágil rebenta com a economia de um país. É verdade. Mas o que assistimos em Portugal é obsceno. O Estado (os cidadaos) têm sido chamados a pagar quantidades de dinheiro incriveis (dinheiro dos cidadaos) para pagar erros de gestao (e de roubo) da inteira responsabilidade de banqueiros irresponsáveis. Banqueiros que atribuiram empréstimos a quem nunca iria pagar, a projetos que nunca iriam resultar, empréstimos sem garantia. Negócios claramente ruinosos. Só a CGD tem 2300 milhoes de euros de empréstimos em risco de nao serem pagos. Quantos banqueiros, entretanto, foram responsabilizados e condenados pelos crimes praticados e que tantos milhoes de euros têm custado ao povo portugues? A nós políticos e cidadaos assiste-nos a obrigacao de denunciar e pressionar a justiça para que esta funcione. Independentemente se esta vai condenar amigos, familiares ou nossos conhecidos. Ninguém está a cima da Lei e o dinheiro público deve ser sagrado. O NOVO HOSPITAL O novo hospital da Madeira deve ser pago pelo Estado portugues. Trata-se de um projeto nacional. Colocar apenas os madeirenses e portosantenses a pagarem tamanho projeto é injusto e inaceitável. Aliás que se saiba, por exemplo, o hospital Amadora-Sintra nao foi pago nem pela populacao de Sintra nem da Amadora. Foi pago por toda a populacao portuguesa. O mesmo se passou com os hospitais de Vila Real, os muitos de Lisboa do Porto, etc, etc. Porque será que com o da Madeira tem de ser diferente? Nao pode! CONGRESSO DO PS O PS renegou, de facto, ao seu passado. António Costa no último congresso dos socialistas foi claro na sua estratégia: o PS é o aliado das políticas da extrema esquerda e para se manter no poder mete o socialismo moderno, europeísta e liberal - que sempre foi o seu - na gaveta e alia-se aos estalinistas do PC e aos extremistas do Bloco. Este PS nada tem a ver com o PS de Mário Soares, de Almeida Santos, de Vitor Constancio, de António Guterres. Nada. Este PS é o PS do vale tudo para chegar e se manter no Poder. É um PS fiel ao pior e mais básico do “Princípe” de Maquiavel. É ainda mais confrangedor reparar que sao poucos os que dentro do PS denunciam esta deriva contranatura. Perde o PS mas acima de tudo perde o País por estes socialistas se terem tornado reféns dos estalinistas do PC e dos extremistas do Bloco. Esta coligacao nao é uma aliança pelo País mas é uma simples aliança de poder. Custe o que custar. Nem que custe um passado com mais de 30 anos, como é o caso do PS. Nem que custe o futuro do País. O GOVERNO PS/COMUNISTAS/BLOCO Já nao tenho espaço mas telegraficamente deixo os últimos números e dados do sucesso deste governo do PS com a extrema esquerda: o desemprego subiu para 12,4%; Portugal nao criou emprego. A dívida pública aumentou 1700 milhões de euros só em Março! Já atinge 233 mil milhoes de euros. O investimento estrangeiro caiu para mínimos históricos. Portugal desceu no ranking mundial da Competitividade. Mas para Costa, Jerónimo e Catarina nada disto interessa.
Paulo Neves Deputado do PSD-M na AR