Albano Sousa Lopes Somos uma empresa ligada ao turismo, com o objecto social de passeios pedestres e passeios de bicicleta, para turistas e locais, nomeadamente da classe etária 50/70 anos. Desde 2010 que organizamos circuitos turísticos, tendo após estudo do terreno, da historia dos diversos sítios da nossa Ilha, das paisagens mais deslumbrantes das nossas serras, sempre objectivando a segurança dos utentes e o respeito pela natureza, não a conspurcando, respeitando-a, não a danificado e muito menos perturbando as espécies vegetais /animais que têm o seu habitat nas nossas serras. Claro que há procedimentos e leis a respeitar o que tem sido sempre o nosso lema. Para isso subscrevemos as apólices dos seguros obrigatórios. Recentemente ao pretendermos subscrever/actualizar o seguro de acidentes pessoais, seguro esse que protege os utentes dos circuitos turísticos com idades inferiores a 75 anos..., foi-nos submetido uma proposta em que conforme o objecto a segurar estava dividido em classes: Classe C1 “...visitas a monumentos , museus e outros locais de relevante interesse turístico, passeios de natureza turística pedestres ou em bicicleta...”. Custo por cada participante/ dia: 0.70 € Classe C3 “... aeromodelismo, automodelismo, BTT, escalada natural,.... Passeios de segway...veículos TT, moto 4, motociclos;.....”. Custo por cada participante/ dia: 2.50 € NOTA: em qualquer modalidade de seguro C1 ou C3 utentes com idade superior a 75 anos NÃO são abrangidos. Por a actividade da empresa se integrar - conforme nossa opinião - e com a concordância em principio com o angariador do seguro, na classe C1, assinamos/pagamos o contrato com a companhia de seguros. Passados alguns dias recebemos a comunicação de que a apólice teria que ser a Classe C3, que logo à cabeça tem um custo de 500 € versus a C1 de custo 200 €! Perante a nossa insistência, e demonstração de como os nossos circuitos se integravam na classe C1, é-nos respondido que a “Senhora” - que até à data não quiseram identificar, com o objectivo de nos dirigirmos a ela - já tinha passado férias na Madeira e considerava perigosos os n/ passeios! Então é assim?... A perigosidade dos percursos é baseado em opiniões de alguém que esteve uns dias na Madeira?.... E não tem uma base cientifica, nomeadamente ponderar qual a média anual de acidentes?.... Que capacidade/qualificação e experiência possui esse Senhora para qualificar/decidir que os percursos realizados pela são perigosos?.. Por acaso os acidentes ocorridos nesses percursos, deste 2010 - inicio da empresa - foram contabilizados? ... qual a média anual de ocorrência de acidentes? Esta atitude, ou seja esta classificação conforme o apreciar de alguém que não se baseia em factos, razões válidas - ou será que a preocupação principal é angariar o máximo?... - , vem prejudicar a economia das empresas com o reflexo na Região, não só porque há uma grande diferença de pagar 200€ ou 500€ anualmente, montante acrescido de despesas várias, mas também com os comentários de que os passeios pedestres ou de bicicleta, são perigosos afasta/assusta ou turistas evitando desse modo a angariação de circuitos por parte dos turistas!