1 – Fiquei e penso que a maioria sem palavras, quando ouvi o presidente do CAB “aplaudir” a agressão de dois sócios do clube ao árbitro de um jogo da equipa de femininos. Para justificar a atitude agressiva exercida, Francisco Gomes vangloriou-se pelo facto de haver clubes com sócios que sentem as cores com muito empenho. Deduzi das suas palavras que apoia a violência, ao ponto de, por ventura, bater palmas caso os sócios do CAB, por “amor à camisola”, decidam, após um mau jogo da equipa ou uma arbitragem menos feliz, provocar uma batalha campal envolvendo assistência e jogadores, porque o tal “amor à camisola” é assim mesmo, é de corpo inteiro, porrada de cima para baixo! Bom, ainda cheguei a pensar que mais tarde, depois de assentar o impulso, iria rectificar e pedir desculpa ao árbitro agredido, às jogadoras, aos sócios e adeptos da CAB, mas não, nada disso. Francisco Gomes manteve-se nas declarações idiotas, sem sentido e que até poderão ser mais um meio de prova para que o CAB seja severamente púnico, quem sabe até, com uma descida de divisão. Aguardemos! O presidente do CAB portou-se tão mal, tal como o sócio agressor e por isso, tal como o sócio agressor, deveria pedir a demissão! 2 – O comportamento dos jogadores do Marítimo esta época poderá bater recordes. Refiro-me ao número de cartões amarelos, mas essencialmente vermelhos. Por cerca de duas dezenas de vezes, a cartolina encarnada já saiu dos bolsos dos árbitros para expulsar atletas verde-rubos. Muito mau! Na era de Ivo Vieira, dizia-se que o treinador não tinha mão na equipa. Agora com Nelo Vingada aventa-se que se trata de um técnico demasiado manso! Em que ficamos? Tratam-se apenas de casos de rebeldia? De jogadores indisciplinados? Ou será dos responsáveis do clube que mais preocupados com a obra do estádio, ignoram a estrutura que vai sustentar o próprio estádio? É preciso rapidamente, traçar uma linha disciplinar na equipa por forma, a que ninguém possa alguma vez mais, comparar uma jogada mais ríspida com a agressividade e a guerra constante, que se vive no irão ou no Egipto! 3 – Disse-o anteriormente aqui neste mesmo espaço, que do outro lado do Atlântico, muitos querem fazer a folha a uma das equipas Madeirenses. Penso que não errei. Repare-se na forma como o União é empurrado para baixo! Há quem diga que a vítima preferencial seria o Nacional, devido ao nevoeiro. Felizmente que Manuel Machado soube contrariar esses desejos. Mas o União ainda corre esse risco e o jogo com a Académica na Ribeira Brava, será crucial. Estejam atentos! «
Mário Gouveia Jornalista