Decorria o ano de 1987, quando os Xutos lançaram aquele que viria a tornar-se um dos seus grandes êxitos. Por entre, os acordes do Zé Pedro, podia ouvir-se que o novo mundo estava mesmo ali ao lado. Falo, claro está, de N’América. Cerca de 20 anos mais tarde, Barack Obama é empossado como 44º presidente dos Estados Unidos. Obama fez história, tanto por se tornar o primeiro presidente afro-americano, como por ser o presidente mais votado da história do país. No entanto, não foram esses fatores, que me fizeram, a mim e a outros, interessarem-se pela sua odisseia presidencial. A sua campanha teve como grande motor as redes sociais que, até à data não eram levadas muito a sério. Com efeito, o facebook, criado inicialmente com o intuito de medir a “popularidade” de miúdas universitárias, era utilizado, de grosso modo, para ver se aquela rapariga gira que andou connosco na escola continuava solteira ou para saber o que é que o nosso primo emigrado andava a fazer. Partir daí e utilizar este tipo de veículos para ajudar a eleger um presidente, foi e continuará a ser durante muito tempo, um estudo de caso nas cadeiras de marketing. Nos dias que correm, a população americana (bem como o resto do mundo), seguem com grande atenção a escolha do sucessor de Obama. A opção parece ser simples para a maioria: votar a favor ou contra Donald Trump. O nome do oponente não tem grande importância. Trump, com o seu estilo “agressivo-badalhoco”, não passa indiferente a ninguém. De facto, o empresário especialista em dizer barbaridades, pela sua controvérsia gera audiências estratosféricas. Os especialistas políticos estão preocupados com aquele que dizem querer ser o rei da América mas a população, descrente no estado e nas instituições, consegue ver a sua raiva espalhada neste candidato “sem filtro”. Desconheço se os “dinossauros do rock” português têm algum interesse sobre política. No entanto, tinham toda a razão quando escreveram que existe um lugar onde qualquer um pode ser ou ter aquilo que desejar.