M.T. Li por estes dias uma notícia neste Diário em que se falava de uma grande diferença entre os valores da dívida da Madeira encontrados em finais de 2011 e aqueles que agora são publicitados como os reais valores da dívida em finais de 2012. Li e voltei a ler. E fiquei parvo com uma diferença tão grande, na ordem dos 600 milhões de euros. Como é possível a Madeira ter registado mais 600 milhões de euros de dívida depois de todas as contas feitas e confirmadas pela Inspecção Geral de Finanças? E tudo isso em apenas um ano? Sinceramente, não compreendo. Mesmo admitindo a necessidade de acertos e correcções às contas apuradas em 2011, não percebo como se chega a este valor sem que ninguém diga nada. São 600 milhões de euros, não são 600 mil, não são 600 euros. Politiquices à parte, a verdade é que alguém tem de explicar o que aconteceu. Qualquer cidadão contribuinte desta terra tem o direito a uma explicação. Não quero saber se o governo vai explicar ou responder ao partido que levantou a questão. Isso é política, eles que se entendam. Mas espero bem que este governo se chegue à frente com uma explicação qualquer. Nem que seja para dizer que houve um erro, que o antigo governo ainda se endividou mais… qualquer coisa. O que não pode acontecer é esta diferença. Estes 600 milhões de euros a mais em apenas um ano, e logo no primeiro ano de grande austeridade, não podem ficar pregados no tecto e muito menos anotados numa pedra de gelo. Quem paga tem o direito de saber o que aconteceu. E quem paga são os contribuintes como eu e tantos outros trabalhadores madeirenses.