Adelino Freitas Por necessidades profissionais desloco-me com frequência ao continente e por esta razão vou ganhando experiência com a realidade do subsídio da mobilidade. Há uma coisa que não entendo, é o fisco que aprova os programas de facturação usados nas empresas mas o Governo Regional, em vez de se adaptar, cria exigências que acabam por ser resolvidas com esquemas martelados. Logo nos primeiros voos vi que a lei é uma armadilha, aquilo é uma forma de perder dinheiro e não reaver porque chega a ser impossível satisfazer as exigências. Leve a Lei sempre no telemóvel porque nalgum momento vai se aborrecer. Depois destes meses tenho por certo que esta gente do governo não domina o negócio do transporte aéreo para ser capaz de fazer leis. Garanto, pelo que tenho visto, que quem faz as regras não tem experiência. Eu pensava ter visto tudo mas enganei-me! Comprei passagem na TAP na tarifa TAP Basic (elegível para receber o subsídio da mobilidade) mas tive que alterar um dos percursos da viagem para uma data que se adaptava ao meu interesse. Quando procedi à alteração observei que havia só lugares para as tarifas TAP Plus e TAP Executive, a minha vida começou a andar para trás. Reparei contudo que a tarifa TAP Executive era mais barata que a TAP Plus, um pormenor que tem piada porque deve haver tarifas elegíveis mais caras do que tarifas não elegíveis (estarei atento para mais esta façanha da Lei da Mobilidade). Não tive outro remédio que não pagar a alteração com dois custos, uma penalização e a diferença para o lugar na tarifa superior. Saiu mais caro à empresa mas não havia outro remédio, até aqui esteve tudo aparentemente normal e ninguém tem culpa do meu contratempo. Depois começa o problema, como sempre na hora de receber o subsídio. No balcão dos CTT dizem-me que não me podem pagar absolutamente nada pelo voo que fiz porque a tarifa não era elegível. Esclareci o funcionário que eu não estava a reclamar o valor da alteração que fiz nem da diferença da tarifa não elegível mas sim o subsídio a que tinha direito conforme o bilhete original que paguei, o TAP Basic. Fiquei ainda mais incrédulo quando me informou que pagariam o subsídio sobre o adicional da tarifa, desde que tivesse alterado para uma elegível, que não havia! A piada disto é que eu li e sei quais são as tarifas que me dão direito ao subsídio mas nunca li que a lei da mobilidade pagava os encargos referentes a alteração de passagens desde que dentro das tarifas elegíveis. Reli e está excluído em qualquer situação. Penso que ainda só há uma versão desta lei mas é tão confusa que cada um faz a sua leitura. Porque raio uma situação normal dá tanta confusão? Isto é funcional? Então pagar o que é de direito dá confusão e o que é ilegal não? Estão mesmo a pagar alterações ou eu tive mais uma interpretação da Lei? Não recebi dinheiro e para maior desgraça sei agora como receber de forma ilegal pois até usaram o argumento do ilegal para não me pagar o legal, o elegível, o meu bilhete original em TAP Basic. Este governo não tem experiência nenhuma com a aviação, é uma vergonha! Demitam-se!