A modos de fatalidade..., as ‘geringonças’, pretexto que foi, para o meu último apontamento, publicado há um mês, dir-se-ia , que muitas mais há e que terão vindo para ficar, continuando, por assim dizer, a sobrar muito pano, para mangas.... Não pode deixar sem registar-se, a eleição do Presidente da República, a que sucedeu, a posse no passado dia 9 de Março, com a dignidade expectável mas, lamentavelmente, sem que faltasse alguma indignidade, que foi o espectáculo proporcionado na Assembleia da República, por uns quantos parlamentares que fizeram questão em exteriorizar o seu desencanto, pela eleição de Marcelo Rebelo de Sousa que, recorde-se, foi conseguida logo na primeira volta, com maioria absoluta de votos, facto que, a ninguém, terá deixado dúvidas, incluindo a esses grupelhos de meninos mal-comportados. No campo da governação, estão à vista e foram identificados sinais que fazem perceber a impossibilidade de cumprir o Orçamento do Estado, daí resultando a introdução de ajustamentos que acabam de ser aprovados pela Assembleia da República. Dentre os mesmos, cabe salientar, os impostos sobre os combustíveis - mais uma uma ‘geringonça’ que deverá ser ponderada, adequadamente e em mais detalhe – tendo presente que, os preços de venda ao público da gasolina e do gasóleo, cada vez reflectem menos, a evolução do preço do petróleo bruto, esquecendo-se muitas vezes que estará ainda por mais bem ser explicado, o ‘peso’ do preço do ‘crude’ – o petróleo bruto, pago aos paises produtores – nos preços de venda ao público, que permite ao fisco continuar a absorver uma ‘fatia’ apreciável, através dos impostos – o ISP e o IVA. Deliberadamente, deixei para o fim, uma referência às ‘geringonças’, a nível regional, de que me limitarei a uma referência sumária, deixando para próximos apontamentos, fazer um ponto de situação, no regresso da minha próxima visita à Madeira, desde já, destacando: - dentre as mais visíveis, o SAVOY, saliente-se, continua a merecer um lugar de ‘destaque’, que justifica renovar o apelo que fiz, neste mesmo espaço, já lá vão dois meses, a propósito da revisão do projecto, de molde a “enquadrar nos planos de urbanização em vigor e respeitar as normas legais vigentes … … em termos de volumetria e, designadamente, de altura e de comprimento, evitando o esmagamento da Avenida do Infante...”; - bem visível também e como há, precisamente, dois anos, escrevi “... a meio da antiga Estrada da Pontinha, em plena Praça do Mar, continua a existir, passados mais de 3 anos, após a construção de um edifício onde, talvez por falta de adequado planeamento, foram “enterrados” centenas de milhares de euros...”, no qual graças ao Grupo Pestana em parceria com o “nosso” Ronaldo, vai surgir uma unidade hoteleira, acautelando devidamente os planos de urbanização e, oxalá, permitindo equilibrar as contas públicas; - mais afastado, na Praia Formosa, objecto de alguma especulação, depois de ter sido notícia, há já uns 2 anos, a compra, igualmente pelo Ronaldo, dos terrenos outrora ocupados pela Shell, veio a público na imprensa, uma notícia de associação com o Grupo Pestana, que será bem-vinda.
Francisco Leite Monteiro