José Teixeira Mais vezes do que queria nos últimos anos fui obrigado a ir às Urgências do Hospital Dr. Nélio Mendonça. Mais vezes do que queria tive de aguardar horas e horas por respostas, explicações, resultados, análises, diagnósticos e médicos que aparecem quando podem (e algunas apenas quando querem). E bem mais vezes do que queria sou obrigado a esperar horas a fio sem o mínimo de condições. Ao acompanhante dos doentes está reservada uma sala que mais parece um espaço de velório, ou a rua. E a rua é fria e sem quaisquer condições. Que diabo, ninguém espera uma sala com cadeiras de cinema! Mas será assim tão caro mandar colocar ali dois ou três bancos? Nem que seja daqueles toscos de cimento ou de urze, como havia antigamente nos miradouros. Ou então daqueles que estão agora na moda, feitos de paletes. Qualquer coisa. Nem que seja uma tábua em cima de dois blocos de 20 de cada lado. É que aquela sala de espera é horrível e na rua não há nada. Quer dizer, não é bem assim: há espaço para alguns senhores médicos e o agente da PSP de serviço lá estacionarem. Mas para o desgraçado do familiar do doente, que andará nervoso e ansioso, não há um banquinho que seja para poder ficar a moer a sua preocupação ao ar livre. Será que é preciso o Governo criar um grupo de trabalho para discutir se pode ou não colocar um banco à porta das urgências?