Luís Reis Mário Gouveia é o exemplo do que deve ser o verdadeiro jornalista. Tal como eu, apesar de não exercer essa nobre profissão, sem medos diz o que lhe vai na alma. O que se está a passar no futebol regional é vergonhoso e, mais do que isso, é bem demonstrativa a pobreza de espírito de uma certa gentalha que não merecia viver na linda ilha onde nasceram. É por demais confrangedor ver essa massa bruta, que se desloca aos nossos estádios, apoiarem equipas como Benfica, Porto e Sporting. Ridículo, é o facto desses acéfalos se assumirem maritimistas, nacionalistas ou unionistas mas, quando os “seus” clubes defrontam os chamados grandes de Portugal, as suas preferências recaiam sobre estes. Referes-te e bem ao bairrismo. Infelizmente, essas cabeças estão de tal forma atrofiadas que não deixam espaço, para valorizarem esse sentimento. Custa-me constatar que os nossos jovens, que são o futuro do nosso dirigismo futebolístico sigam as mesmas mentalidades. Se os seus pais tivessem sido como o meu que sendo maritimista, como poderia ser e por que não nacionalista ou unionista, elucidassem as suas cabecinhas que independentemente das nossas cores clubísticas, somos madeirenses, e como tal, defender o que é nosso. Sendo assim, certamente não se assistiria ao espetáculo degradante e provinciano com que somos confrontados nos nossos estádios. Essa aberração, foi um dos principais motivos que me afastou do Estádio dos Barreiros, onde marcava presença em todos os jogos do meu Marítimo, já lá vão cerca de sete anos. Todavia, é com orgulho que digo: É o meu ÚNICO CLUBE, não deixando porém, de testemunhar o meu respeito e carinho pelos restantes clubes da minha Terra. Mário, esperemos que as nossas missivas, toquem os cérebros conspurcados pela estupidez. Isto, para que não tenhamos que dizer: ”lavar a cabeça a burros é perder tempo e sabão”.